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SP gasta mais de R$ 800 mil por mês para indenizar família de PMs assassinados

Por Jornal A Bigorna 11/10/2016 12:47:28 1256
SP gasta mais de R$ 800 mil por mês para indenizar família de PMs assassinados

O Estado de São Paulo registrou até agosto de 2016 52 casos a mais de roubo por dia em comparação ao mesmo período do ano passado. A média mensal de assaltos neste ano (26.889) é a maior de toda a série histórica da Secretaria da Segurança Pública, iniciada em 1996, ultrapassando o recorde anterior de 2014. Metade dos crimes foi contra pedestres, muitos deles com criminosos em motos ou bicicletas, e os principais objetos roubados são celulares.

Especialistas ponderam a dificuldade de se investigar esse tipo de ocorrência, pedem um esforço para criação de alternativas de enfrentamento e minimizam o argumento de que a crise econômica no País seja a responsável pelo crescimento da criminalidade, justificativa usada pela gestão estadual. A pasta da Segurança disse readequar o policiamento de acordo com a análise das estatísticas.

Nas ruas do centro da capital, as diversas câmeras de segurança captam diariamente a ação de batedores de carteira e de adolescentes que, de bicicleta, furtam e roubam lojistas e clientes do comércio local. Em comum, as imagens mostram a vítima desatenta mexendo no telefone celular enquanto os criminosos preparam o bote, agindo em poucos segundos para levar os bens.

"Eu estava andando com o celular na bolsa, só com os fones de ouvido para fora, quando um cara chegou puxando os fios com tudo. Eu, na hora, até corri atrás dele, o que é errado, mas não pensei. Mas não consegui pegar o cara. Meu celular começou a vibrar na bolsa, porque alguém estava me ligando, e eu vi que ele não tinha levado", contou a comerciária Chaiene Lima, de 23 anos.

O delegado seccional da região central da cidade, Marco Antonio Pereira, afirmou não haver diferença significativa no perfil das vítimas de roubo nas regiões da cidade. O que muda, disse ele, é o perfil do ladrão. "Nessas regiões de maior movimento de transeuntes, como o centro velho e a Avenida Paulista, o criminoso é, em geral, alguém mais amador, que se aproveita da oportunidade, quando vê um celular ou valores fáceis de serem roubados", explicou.

"Mas em regiões de maior poder aquisitivo, em que a vítima pode estar de carro, o criminoso já é mais profissional, se podemos chamar assim. É alguém que está armado, que pode entrar em uma casa, roubar um carro. É alguém cuja prisão exige maior investigação. Mas os dois tipos de ladrões têm sido presos", afirmou o delegado.

Dados da Secretaria da Segurança mostram que seis em cada dez ocorrências terminam com o celular sendo levado da vítima, enquanto que em 49% das vezes documentos estão entre os itens perdidos; dinheiro só foi roubado em cerca de 11% das ocorrências neste ano. Comércios e casas são os alvos em 6% e 3% das vezes, respectivamente. "Outra coisa é que, em locais como os Jardins, as pessoas carregam consigo mais valores do que em locais como o Glicério", continuou o delegado Pereira. "O que ocorre é que, nos dois perfis, os valores são levados pelos criminosos."

A área do 78.º DP (Jardins) é a terceira com maior aumento dos assaltos em toda a cidade, saindo de 1.126 registros de janeiro a agosto de 2015 para 1.446 no mesmo período de 2016. A explicação para o aumento pode estar na Avenida Paulista. Desde outubro do ano passado, a Prefeitura decidiu fechar o tráfego de carros aos domingos para lazer na via, atraindo cada vez mais pessoas. "Há consideravelmente mais pessoas circulando na avenida e, no domingo, elas estão mais vulneráveis, distraídas brincando com crianças, por exemplo. Quando notam, já perderam", disse o presidente do Conselho de Segurança (Conseg) do bairro, Pedro Matizonkas Neto.

O delegado Pereira, que já dirigiu o Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), de Prevenção e Repressão ao Narcotráfico (Denarc), e do Departamento de Polícia Judiciária da Capital (Decap), afirmou ainda que o momento de crescimento de roubos de celulares se dá pela natureza do produto, que sempre está à mão. "É um objeto que está à mostra, as pessoas ficam com ele na mão, o que facilita a ação de quem está atrás de uma oportunidade."

Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Corretores de Seguros de São Paulo, Boris Ber, está havendo um aumento considerável na demanda por seguros para celulares, smartphones e tablets. "O alto valor desses equipamentos, muitas vezes aliado à dívida contraída para sua aquisição, o crescimento nos índices de furtos e roubos, e risco de danos físicos como quedas, são os fatores que determinam a procura pelo seguro", disse.(Do Estadão)

 

 

 

 

 

SP gasta mais de R$ 800 mil por mês para indenizar família de PMs assassinados

A Secretaria Estadual da Segurança Pública de São Paulo gastou R$ 25,1 milhões entre janeiro de 2014 e junho deste ano com indenizações a familiares de policiais militares assassinados no Estado. Esse valor, que representa uma média de R$ 837 mil desembolsados por mês, corresponde ao pagamento de seguros a parentes de agentes mortos em razão da profissão. É o que aponta levantamento inédito feito pelo Fiquem Sabendo com base em dados do Setor de Indenizações da pasta obtidos por meio da Lei de Acesso à Informação.

Essa quantia abrange também indenizações referentes a assassinatos de PMs ocorridos antes de janeiro de 2014. Isso se deve ao fato de um processo de indenização levar meses ou até anos para ser concluído. O Estado informou não ter informações relativas a processos dessa natureza de anos anteriores, porque os processos de indenizações eram feitos e pagos por seguradoras terceirizadas, e não diretamente pelo governo do Estado.

Desde setembro de 2013, o governo paga uma indenização de R$ 200 mil a familiares de cada PM morto em razão da profissão. Até então, o valor do seguro era de R$ 100 mil e só era pago a parentes de agentes mortos em serviço ou no trajeto entre a casa e o trabalho.

A possibilidade de a indenização ser paga a familiares de um policial morto de folga só se deu com a entrada em vigor de uma lei estadual aprovada pela Assembleia Legislativa após o Estado registrar, em 2012, mais de cem mortes de policiais militares em meio a uma guerra não declarada entre a PM e a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital). Na maioria desses casos, o policial foi assassinado no horário de folga.

Nem sempre o Estado paga R$ 200 mil de indenização de forma integral. Cada herdeiro precisa apresentar um alvará expedido pela Justiça após formalizar o processo de indenização, que tramita, no âmbito administrativo, na Secretaria da Segurança.

"Processo é demorado e humilhante", diz viúva de sargento morto em serviço

A dona de casa Edirene Alves da Silva Weigert, 47, levou mais de um ano para receber a indenização decorrente do assassinato de seu marido, Swamy Welder Weigert, morto em serviço com um tiro no olho esquerdo durante uma incursão na favela do Roquinho, em Embu das Artes, Grande São Paulo. O crime ocorreu na madrugada de 14 de julho de 2014.

"No mês seguinte à morte do meu marido, fiquei sem receber o salário que ele recebia e sem o meu plano de saúde e o dos meus três filhos, como dependentes dele", diz Edirene.

"O processo é demorado e humilhante. Fiquei sete meses sem receber nem um centavo do Estado. Tive de pedir dinheiro emprestado até para pegar a condução para entregar os documentos do processo de indenização."

O filho mais velho de Edirene, hoje com 22 anos, é soldado da PM.

Um policial é morto a cada seis dias no Estado

Entre janeiro de 2014 e junho deste ano, 158 policiais militares foram assassinados no Estado de São Paulo. Isso representa uma média de uma morte a cada seis dias.

Em 77% dos casos (122 mortes), o PM foi morto durante o horário de folga. Em parte dessas ocorrências, a vítima foi morta durante um assalto.

Na avaliação de Rafael Alcadipani, professor de Estudos Organizacionais da FGV-EAESP (Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas) e membro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, o levantamento expõe uma "situação gravíssima" pela qual passam os policiais no Estado de São Paulo.

"O valor da indenização é baixo e isso deve ser pago de forma mais rápida. O Estado também precisa combater as raízes das mortes dos policiais", diz Alcadipani. Para ele, as mortes de policiais ocorrem com frequência, não só em São Paulo, como em todo o país, porque eles, em muitos casos, vivem "completamente expostos". "Os criminosos identificam o policial até mesmo pelo corte de cabelo. E, quando sabem que estão abordando um policial, matam."

De acordo com o especialista, a reversão desses índices requer uma mudança de postura em relação à gestão da segurança pública. "É preciso investir em inteligência. O Estado precisa dar uma resposta muito rápida em relação às mortes de policiais. O criminoso precisa ter certeza de que vai ser punido de forma exemplar."

Segundo Alcadipani, "a polícia é fundamental para o exercício de qualquer democracia" e a forma como o policial é tratado no Brasil "mostra um completo descuido" em relação a isso.

Outro lado

Procurada, a Secretaria de Estado da Segurança Pública disse por meio de nota enviada por sua assessoria de imprensa que "o valor de R$ 200 mil, relativo ao seguro de vida, é aplicado a todo caso de morte de policial militar com processo de indenização devidamente formalizado".

De acordo com a pasta, "mediante a autorização da pasta, a cota parte de cada beneficiário é determinada considerando os filhos menores, dos quais é solicitada a apresentação de alvará judicial para realização do depósito".

A pasta informou também que "desenvolve ações para reduzir a morte de policiais como, por exemplo, a edição da Resolução SSP 40 em março do ano passado, que garante maior eficácia nas investigações de mortes envolvendo agentes de segurança". "Como resultado dessas ações, houve queda 51,4% nos casos de PMs mortos no período de abril a julho de 2014, na comparação com os mesmos meses dos anos seguintes: foram 37 PMs mortos em 2014, 22 policiais mortos em 2015 e 18 neste ano."

Com relação às declarações dadas pela dona de casa Edirene Alves da Silva Weigert, a Secretaria da Segurança Pública disse que ela "foi recebida no 36º BPM/M, em 9 de setembro de 2014 e recebeu todo o apoio da corporação para receber a indenização e os benefícios aos quais ela e a família tinham direito". De acordo com a pasta, "foram apresentados os polos de apoio que prestam auxílio psicológico e financeiro aos familiares de PMs mortos". "O período de tramitação respeita prazos estipulados administrativamente e o suporte prestado foi feito para dar celeridade à sindicância."

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