Por Assis Chateaubriand: Enviaram ao e-mail do jornal A Bigorna, endereçado a mim, uma pequena mensagem, a qual me chamavam de “calhorda”, que significa, desprezível, malcaráter, etc, e questionavam o porquê de meus artigos criticarem pouco Poio e elogiarem-no muito.
Não entendi, na verdade, o sentido de tal aspereza. Contudo, confesso ao nobre leitor que me odeia, que, talvez, sim, eu elogie Poio, mas quando ele merece. Sou como mamãe, bate e depois passa a mão na cabeça.
Brincadeiras à parte, sinto que o maior inimigo de Poio Novaes já começou a correr.
É o tempo.
Isso mesmo. Com quase três anos à frente da prefeitura, Poio tenta sanar as dívidas quase insanáveis da prefeitura, e conquistar o tal CRP. Corre contra o tempo, já que seu governo começou muito lento, e, agora, infelizmente, só agora, parece que Paulo Novaes quer engatar a terceira marcha no governo.
Resta pouco mais de sete meses de 2015, e com chegada de 2016, a prefeitura “para” por conta das eleições. Infelizmente no Brasil, não se consegue governar com estabilidade em ano e eleição, seja presidente, governador ou aspone.
Assim, tudo o que o atual prefeito precisa fazer com urgência, tem e deve ser iniciado agora, neste ano. A bendita UPA ainda está para trás. Houvesse assessor mais competente, talvez Poio já tivesse conseguido terminar a obra da saúde, que mata o avareense dia após dia.
Poio, à frente do governo não conseguiu nem metade das obras que seu antecessor trouxe para Avaré. Não há necessidade de elogiar Rogélio Barchetti, mas no quesito política, o ex-prefeito deixa Poio a léguas de distância. Quer um exemplo? A Vila Dignidade veio para Avaré ainda no primeiro ano de mandato de Barchetti.
Poio vem dando continuidade ao que lhe foi herdado em obras. Faz bem, mas faz devagar demais. Seu governo ainda é lento; críticas que poderiam ser sanadas antes de serem manchetes, não são realizadas e mancham o slogan do terceiro Novais a governar Avaré.
Talvez se Poio tivesse sido menos prepotente e pedido conselhos a Miguel Paulucci, Fernando Pimentel, quem sabe, hoje, Poio estaria melhor arrumado. Entretanto, ao sentar-se na cadeira de alcaide, deixou-se ludibriar pela loucura do poder. O poder absoluto encanta e leva para um desfiladeiro mortal. Temos dois exemplos recentes, um cassado, e outro atolado em processos e grelinhas da vida.
Na política, não se vence sempre, mas tem-se que escolher prioridades. E a prioridade na saúde, pelo que noto, não foi o ponto forte de Poio, tanto é que Miguel não aguentou o tranco e pediu o boné.
Enquanto se ludibria do poder, Poio se esquece que, tempus fugit – o tempo foge.
Chatô é escritor.













