Durante patrulhamento no dia 08 de abril pela SP-280, - (Castelo Branco – próximo a Pardinho), a Equipe do Tático Ostensivo Rodoviário-TOR- recebeu informações de que dois homens envolvidos em crime de estelionato em Bauru/SP, e os suspeitos estariam em fuga para São Paulo/SP em um ônibus de linha regular, sendo também transmitidas as características físicas e as vestes dos indivíduos.
Segundo a polícia, tal crime havia ocorrido por meio de clonagem de cartões bancários em terminais de caixas-eletrônicos e, após isso os indivíduos fizeram compras em mercados do município.
De posse das informações a equipe TOR, apoiada por uma viatura da Polícia Militar Rodoviária, diligenciou a região e abordou um coletivo que fazia o itinerário Bauru X São Paulo, próximo a um posto de combustíveis na altura do km 191 da rodovia Castello Branco.
Ao vistoriarem o salão de passageiros, os policiais militares rodoviários se depararam com dois homens acomodados nas poltronas 37 e 38 que, pelas características passadas, e, vestes, seriam os suspeitos haviam fugido de Bauru, após fazerem tais várias compras, o que havia chamado a atenção de pessoas que acionaram a polícia, sendo um dos comparsas preso naquele município, no estacionamento do mercado.
Indagados, separadamente, os dois homens, inicialmente deram versões contraditórias à respeito da viagem que faziam, mas, posteriormente, acabaram por confessar a prática delituosa em conluio com outras pessoas.
A ocorrência foi encaminhada à delegacia de Bauru/SP, onde foram tomadas as providências de Polícia Judiciária referente ao flagrante do crime de Estelionato (Artigo 171 do CP) e Associação Criminosa (Artigo 288 do Código Penal), sendo os presos encaminhados à cadeia Pública de Avaí/SP.
Foram apreendidos a chave do veículo abandonado pela quadrilha, R$1.700,00 em notas de 50, provavelmente oriundos de saques com cartões clonados e 1 cartão bancário sem identificação de cliente.
Com o homem preso anteriormente em Bauru, já havia sido localizado, no veículo que abandonaram, duas máquinas para clonagem de cartões entre outros objetos.


O golpe
Tais quadrilhas, segundo a polícia, agem em várias pessoas, sendo que cada uma fica responsável por um procedimento como instalar algo no caixa-eletrônico para travar o cartão da vítima, enquanto outro seleciona a vítima, aproxima-se para ajudar a inserir o cartão que está "travando" e, naquele momento ocorre a clonagem dos dados do cartão bancário da vítima, pois nesse caso, provavelmente, outro integrante da quadrilha tem o aparelho para clonar os dados ("chupa cabra") - o que está aparentemente ajudando vítima, está com um cartão nas mãos que já não é o da vítima, apenas a iludindo.
Ainda de acordo com a polícia rodoviária, após isso, troca-se novamente os cartões e devolve-se o da vítima que já foi clonado, retira-se o material que utilizou para travar o local onde se insere o cartão bancário, e a vítima pode utilizar normalmente, acreditando até que foi ajuda pelos marginais.
A Polícia Militar orienta as pessoas a não aceitarem a ajuda de estranhos, os cidadãos que tem parentes os amigos idosos ou com dificuldades na utilização dos caixas-eletrônicos que os acompanhe e, também que os cidadãos sempre observem a movimentação de estranhos fora e dentro dos caixas-eletrônicos, antes de efetuarem sua utilização e, a qualquer suspeita, não utilize o terminal, saia e ligue para a Polícia Militar.













