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    Alimento industrializado: praticidade ou armadilha?

    549 Jornal A Bigorna 26/05/2024 11:40:00

    Com o advento da era moderna e da revolução industrial e tecnológica, as famílias estão cada vez com menos tempo para cuidar de sua alimentação. Os parceiros trabalham fora, os filhos estão em creches e escolas, e há uma grande preocupação com lazer e saúde (academia, passeios). E aí encontramos uma grande contradição: de um lado, arrumam tempo para 1 hora de academia por dia, para manter o corpo saudável, mas de outro lado, compram cada vez mais alimentos e bebidas industrializados. O que se ganha de um lado, se perde do outro. E o prejuízo com certeza é maior. Alimentos industrializados estão repletos de gorduras saturadas, alto teor em sódio e açúcar, emulsificantes, aglutinantes, aromas, corantes artificiais, entre muitos outros. O resultado? Obesidade, doenças cardíacas, etc.

    Estimo que a maior parte dos alimentos vendidos em supermercados não são saudáveis! Basta ler as letras pequenas (muitas vezes tão pequenas que são ilegíveis) nos rótulos. E como caímos nesta armadilha? Por “falta de tempo” (para academia e passeios temos, mas para cuidar da alimentação não), propaganda maciça das indústrias, que divulgam os produtos como saudáveis, o que não são, e estão mais preocupados com valor de seu lucro.

    Vejam só um exemplo. Acreditam que a propaganda de um molho de tomate que se diz ser “receita da vovó” é de fato conforme antigamente? Pelo contrário, tem na fábrica um operador com um painel de comando, de onde opera a mistura e o enlatamento de centenas de latas ou vidros de molhos de tomate (com fotos de tomates reluzentes na embalagem) por dia, e que tem como ingredientes um pouco de tomate, amido de milho, água, corantes, aromatizantes, conservantes, sódio, açúcar, e sabe se lá mais o que.

    O governo através da Anvisa já deu um passo, obrigando os fabricantes a colocarem em destaque nas embalagens alguns dos ingredientes nocivos, e a respeitar normas para alimentos integrais. É um começo, mas deveria ir muito além. O cidadão também tem que começar a fiscalizar e ser mais exigente e criterioso, evitando por exemplo os ultraprocessados, e analisar os rótulos. Afinal, se o consumidor passa a exigir qualidade e não comprar produtos que não a tem, a indústria terá que se adaptar. Tem aplicativos gratuitos para celular que são superpráticos e informam uma nota de 0 a 100 referente a qualidade do produto, destacando os pontos positivos e negativos. Para tanto basta ler o código de barras do produto com a câmera do celular.

    Além do mais, cada um tem condições de melhorar sua alimentação, é só definir como prioridade.

     

    Lambertus é entusiasta de culinária desde pequeno, mora no Brasil desde 1980, e é o responsável do O Holandês Restaurante, localizado na rua Minas Gerais 1014, Avaré. Atendimento de segunda a sábado das 11:30h às 14:00h. Fone 14-997050798

     

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