• No Abismo da Tristeza

    347 Jornal A Bigorna 07/07/2024 10:40:00

    No Abismo da Tristeza

    I.

     

    Em mares de lágrimas, me afogo em solidão,

    Um barco à deriva, sem rumo ou direção.

    O vento da angústia açoita meu coração,

    E a saudade me abraça em cruel aflição.

     

    II.

     

    Fantasmas do passado, em meu ser se aninham,

    Lembranças dolorosas, que a alma dilaceram.

    O eco do teu nome, um lamento que me assombra,

    Uma ferida aberta, que o tempo não consome.

     

    III.

     

    No silêncio da noite, a dor se intensifica,

    Um vazio imenso, que a alma sufoca e humilha.

    Busco abrigo em sonhos, mas a realidade me aflige,

    Um pesadelo sem fim, que a cada dia me aniquila.

     

    IV.

     

    Abandono cruel, como punhal afiado,

    Transpassa meu peito, deixando-me desamparado.

    Suplico por um raio de esperança, um sopro de alento,

    Mas a escuridão me consome, em tormento sem fim e sem alento.

     

    V.

     

    Oh, solidão amarga, companheira fiel,

    Por que me prendes em teus laços cruéis?

    Anseio por um afago, por um abraço caloroso,

    Um amor que me aqueça, e me tire deste tormento penoso.

     

    VI.

     

    Mas a tristeza me domina, e a esperança se esvai,

    Em um mar de lágrimas, meu ser se desfaz.

    Abandono e solidão, meu destino cruel,

    Uma alma em agonia, em um sofrimento sem igual.

     

    VII.

     

    Lágrimas que caem, como gotas de chuva incessante,

    Molhando meu rosto, em um pranto dilacerante.

    A dor se intensifica, em um grito silencioso,

    Um clamor da alma, em tormento doloroso.

     

    VIII.

     

    Coração em pedaços, despedaçado pela dor,

    Um vazio imenso, que consome o meu amor.

    Anseio por um alento, por um raio de luz,

    Que ilumine meu caminho, e me tire da escuridão e da cruz.

     

    IX.

     

    Mas a noite é longa, e a esperança se esvai,

    Em um mar de lágrimas, meu ser se desfaz.

    Abandono e solidão, meu destino cruel,

    Uma alma em agonia, em um sofrimento sem igual.

     

    X.

     

    Oh, Deus, se me ouves, neste clamor de dor,

    Envia-me um anjo, para me dar amor.

    Um raio de esperança, para iluminar meu caminho,

    E me tirar deste abismo, para um novo amanhecer, mais benigno.

     

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    André Guazzelli

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