• 457 Jornal A Bigorna 18/07/2021 17:50:00

    Palanque do Zé

    “O preço da liberdade é a eterna vigilância.” Dizem que essa excelente frase é de Thomas Jefferson, o principal autor da Declaração de Independência dos Estados Unidos e seu terceiro presidente, que governou entre 1801 e 1809.

    Independente de a frase ser dele ou não, até faz sentido que seja. Isso porque ela resume muito bem o pensamento de um dos “Pais da Fundadores Nação”, como dizem os norte-americanos.

    Ao longo de sua vida, o Advogado Thomas Jefferson defendeu o iluminismo, apoiou a separação entre Igreja e Estado e foi o autor do Estatuto da Virgínia para Liberdade Religiosa, que é considerado como sendo a base da Primeira Emenda Constitucional Americana, que impede o Congresso  de violar seis direitos fundamentais: “O congresso não deverá fazer qualquer lei a respeito de um estabelecimento de religião, ou proibir o seu livre exercício; ou restringindo a liberdade de expressão, ou da imprensa; ou o direito das pessoas de se reunirem pacificamente, e de fazerem pedidos ao governo para que sejam feitas reparações de queixas”.

    Ao longo de toda a sua existência enquanto Nação, os norte-americanos sempre estiveram vigilantes. Porque sabem dar para a liberdade, o valor que ela tem.

    Muitas vezes é tentador deixar que outros tomem decisões e nos governem livremente, pois ser proativo realmente é um fardo. Cobrar e fiscalizar os políticos que elegemos ainda é difícil, apesar da Internet e muito mais.

    Mas, como sempre, o caminho mais fácil nunca é o melhor a longo prazo. E sempre que um dos nossos direitos fundamentais é atacado, devemos agir.

    Se você é um frequentador antigo aqui do Palanque do Zé, sabe que tenho uma visão política de Direita, ou seja, defendo pautas como Estado Mínimo, Livre Mercado, Autodeterminação, Família, Tradição, Religião, Costumes, Antiaborto e Legítima Defesa.

    Só que a paz nunca se fez com rosas, mas sim com armas. Tanto é que os grandes genocídios que aconteceram ao longo da história foram precedidos pelo desarmamento da população civil. Cito como exemplos dessa afirmação, o ano de 1915, quando o Governo Turco dizimou mais de 1 milhão de Armênios.

    Teve também o mundialmente famoso Massacre de Ruanda, onde os Tutsis estavam desarmados e os Hutus não.

    Podemos citar ainda, o fato de Lênin ter desarmado os russos, o que possibilitou a Stalin exterminar 6 milhões de ucranianos.

    Hitler também impediu civis de possuir armas de fogo. Não preciso dizer no que deu, não é mesmo?

    Não vou me alongar nos exemplos, para esse artigo não ficar demasiadamente longo, mas você pode ler mais sobre o assunto aqui: https://www.mises.org.br/Article.aspx?id=1494

    Tais fatos nos demonstram que, somente o livre acesso pelos civis às armas de fogo, é capaz de manter a nossa liberdade. Justamente por isso que a já citada Constituição Americana diz, em sua Segunda Emenda, que: “Sendo uma milícia bem regulamentada, necessária para a segurança de um estado livre, o direito do povo de manter e portar armas não deve ser violado”.

    Considerando que a palavra “milícia” foi deturpada pela grande mídia brasileira, é importante ressaltar que aqui, o termo significa algo como organização que congrega “todo homem ou mulher apto, de pelo menos 17 e menos de 45 anos de idade, que não seja membro das Forças Armadas”.

    É por isso que eu me filiei ao Movimento Proarmas, como já contei em outra coluna. Acredito que o lema da Associação resume bem esse texto: “Não é sobre armas, é sobre liberdade”.

    Muitas pessoas, quando perguntadas sobre o que mais tem de valioso, respondem “minha vida”, “meus filhos” ou “minha família”. No meu modo de ver as coisas, essas respostas estão erradas. A nossa liberdade é o que temos de mais valioso, pois sem ela, nada de todo o resto pode ser devidamente apreciado.

    As eleições estão chegando. Se você concorda com o que leu nestas singelas linhas, não vote em quem defende o desarmamento civil, o estado forte e o “controle social da mídia”.

    Lembre-se de que as eleições não precisam ser sobre a manutenção dos atuais governantes e muito menos do retorno de ninguém ao Poder. Há vida inteligente fora dessa falsa dualidade.

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    “Povos livres, lembrai-vos desta máxima: A liberdade pode ser conquistada, mas nunca recuperada”. - Jean-Jacques Rousseau.

     

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