• Confesso que estou surpreso com Jô Silvestre “político”

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    1396 Jornal A Bigorna 16/01/2021 10:40:00

    Por Assis Chateaubriand

    A política é mesmo uma caixinha de surpresas, não há como negar e confesso que neste pequeno espaço de tempo de sua reeleição, Jô Silvestre com o forte apoio de seu líder na Câmara, Roberto Araujo vem conquistando terrenos na esfera política e, a cada dia enfraquecendo a oposição.

    Sua administração na área da Saúde com Roslindo (cargo que é defendido pelo seu pai,ex-prefeito) é péssima, entretanto não há como negar, a população escolheu seu nome para continuar a administrar Avaré, então não há nada a destacar. Quem não se sentir confortável abrace um poste e chore nele. Enquanto aqueles que não votaram, sequer tem o direito de opinar (a omissão tira o direito de opinião), porquanto se Jô Silvestre venceu, venceu dentro das regras

    O cenário político neste momento mostra uma crescente alta a favor de Silvestre, desde que conseguiu alinhar alguns nomes da oposição e “encaixá-los” em seu governo, quase desmontou a oposição que tinha contra si e ainda corre o bom risco de ter maioria na Câmara.

    Realmente nas relações políticas, algo inesperado aconteceu, e parece que Jô Silvestre ‘acordou de um marasmo’ e resolveu compor para ter ‘menos dor de cabeça’-  ponto para ele.

    A derrota de Denílson Ziroldo foi o marco que encerra seu nome para um cargo majoritário. Aliás, vale lembrar que, quem voltou a dar forças para os Silvestres foi Ernesto Albuquerque, Barreto e Marcelo Ortega, além de Poio Novaes, os quais apoiaram na época a eleição de Bruna Silvestre para presidente, que também junto com tais vereadores articularam a cassação de Rodivaldo Rípoli, que, na medida das circunstâncias foi absurda tal cassação. A alçada de Bruna ao poder na Câmara voltou a dar domínio para que Jô Silvestre (na época derrotado por Poio Novaes) tivesse sua segunda chance, e isso bastou.

    Assim o rio continuou seu turvo caminho abrindo espaços para a crescente de uma eleição e reeleição de Jô Silvestre, que teve a sorte de ter tido um prefeito anterior fraco como foi Poio Novaes, e um adversário que não conseguiu enxergar o tabuleiro de xadrez, chegando ao ponto de colocar uma ex-aliada (na sua segunda tentativa)de Jô Silvestre como vice, achando que mudaria o jogo, mas, que, pelo contrário, o tiro saiu pela culatra, e hoje até mesmo o partido de Érica Alves voltou a ter cargo na gestão reeleita. Denílson Ziroldo errou duas vezes, se tentar uma terceira, corre o sério risco de bater a cabeça na parede novamente.

    Avaré não tem um sentido de crescimento ainda definido, faltam recursos e uma melhor administração – isso é fato, não argumento – e Jô Silvestre conseguiu neste terreno pantanoso ser reeleito, méritos dele.

    Não obstante, um pequeno detalhe já vem sendo cogitado, e se sabe que um sucessor virá trabalhando ardentemente nestes quatro anos para ser eleito, seja nos bastidores ou na política factualmente e terá grande chance de eleição se tudo não sair daquilo que começam a trilhar, ou seja, um novo nome pode surgir, e os antigos ficarão ainda mais velhos e ainda mais frágeis.

    Entretanto, como na política é necessário cautela sempre, principalmente quando existe telhado de vidro e nomes fortes envolvidos em todos os aspectos, teremos mais quatro anos de Jô Silvestre, o qual carece reorganizar alguns nomes do secretariado que nada produziram na gestão anterior, e acredito até mesmo que, não tardará, Silvestre fará mudanças, afinal a política é dinâmica e quem enxerga mais à frente em tempo, sempre prevê a jogada do adversário e consegue achar um caminho que desequilibre o oponente político. E é isso que Silvestre tem feito, desarrumando a casa da ‘oposição’, sem abrir a boca ou ofender ninguém, parecendo até mesmo que os próprios oposicionistas estão se autodestruindo.

    Como escreveu Winston Churchill: “A política é quase tão excitante como a guerra e não menos perigosa. Na guerra a pessoa só pode ser morta uma vez, mas na política diversas vezes”.

    Chatô é escritor

     

    Marco da semana em uma frase:

     Em entrevista a Datena , na Band, o presidente disse que está trabalhando numa vacina brasileira, e Datena perguntou: “Onde está sendo desenvolvida? Resposta do presidente: “Não faço ideia”.

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