Venho, por meio desta carta, expressar minha indignação diante da postura de indiferença e negligência adotada pela Dirigência de Ensino de Avaré frente a inúmeras denúncias — muitas delas anônimas — relacionadas a práticas de assédio moral no ambiente escolar.
O que se observa, ao longo do tempo, é um padrão preocupante: relatos recorrentes de perseguição àqueles que ousam denunciar irregularidades, criando um clima de medo, silêncio e adoecimento entre os profissionais da educação. Em vez de acolhimento, apuração séria e proteção aos denunciantes, o que se presencia é a inércia e, em alguns casos, a aparente conivência com tais práticas.
Outro ponto alarmante diz respeito às constantes e aparentemente aleatórias trocas de equipes gestoras. Essas mudanças não parecem estar fundamentadas em critérios técnicos, análise de resultados ou melhoria da qualidade educacional, mas sim em conveniências que reforçam um sistema de blindagem institucional. Tal dinâmica fragiliza ainda mais o ambiente escolar, desestabiliza equipes e compromete diretamente o processo educativo.
A ausência de transparência, aliada à falta de responsabilização, contribui para a manutenção de um modelo autoritário, no qual o poder se sobrepõe ao diálogo, à ética e ao respeito profissional. Trata-se de uma realidade que não pode mais ser ignorada.
É urgente que haja uma atuação responsável, ética e comprometida com a verdade, garantindo que denúncias sejam devidamente investigadas e que os profissionais tenham assegurado um ambiente de trabalho digno e seguro.
De uma professora indignada.













