Por Assis Châteaubriant – Nestes dias, além das desgraças veiculadas por todos os meios de comunicação, sobre o tal Impeachment de Dilma, que hoje não governa mais o Brasil, sim, verdade, nosso País está à deriva, acompanhei a crise e a discórdia da TV em Avaré.
Com tantos problemas que assolam o município, como a falta de dinheiro, o prefeito cedeu o canal 7, que segundo Ortega e demais jornais, pertence à TV Século 21.
O caldeirão ferveu. Os devotos católicos não aceitaram e pediram ajuda à Ortega, o qual, inclusive fez severas críticas quanto à medida adotada pelo prefeito.
Não entendo nada de concessões de TV, mas um amigo mostrou-me que para se alterar qualquer canal de uma estação à outra, a Agência de Telecomunicações tem que autorizar, bem como deve haver projetos para tal abertura. Ou seja, tem urubu no ninho aí.
Não tenho nada contra a TV TEM ou a Século 21. O problema é que o prefeito, como sempre mal assessorado, ou com decisões canhestras e sem direção, acaba fazendo bizarrices, e, claro, vira alvo de críticas.
Ortega abraçou a causa dos fiéis católicos, e Poio ficou com a herança de mal mocinho com os católicos fervorosos.
Como sempre, o prefeito respondeu muito tempo depois, alegando que tudo se resolverá. É sempre assim: Poio espera levar pauladas para depois abrir os olhos.
A tal “TV da discórdia” – de fato queima a imagem do prefeito com os adeptos de Jorge Bergoglio, e dá a Ortega saldo positivo.
Na política, nada é fácil. Entendo que um prefeito nunca vá agradar gregos e troianos, entretanto, o prefeito poderia resolver o problema sem desgastar sua imagem, ainda mais em quase vésperas de eleições. No fim quem ficou de “boa” foi o vereador verde.
Se o prefeito conseguir driblar este imbróglio, muito bom, caso contrário, se não houver alternativas, proponho eu, um subversivo de não seio o quê, que processemos Satanás.
Chatô – é escritor.













