Por Assis Châteaubriant – confesso que não espera uma despedida antecipada do prefeito de Avaré. Acreditava que Poio Novaes esperaria o tempo que os partidos ainda têm para depois, enfim, desistir ou não de concorrer.
Paulo Novaes – salvo melhor juízo – corrijam-me se estiver errado, é um dos poucos prefeitos de Avaré que desistem de continuar a governar nos tempos atuais.
A carta de Poio Novaes para quem ler atentamente, vê ou nota, uma pessoa amargurada e desanimada. Creio que, Poio ao ser eleito, jamais pensaria que, passados 4 anos teria que vir até a imprensa e aos eleitores e dizer que desistiu de continuar. Você não perde quando cai, mas sim quando desiste.
Lembro-me da alegria dos pemedebistas, a felicidade de Miguel Paulucci, enfim, todos que estavam na festa da vitória. Os semblantes eram outros. Exalavam alegria. Hoje, porém, o que Poio mostra é um homem dividido e retraído. O prefeito em despedida, deu-me a impressão que depois de eleito, governaria sem ser criticado, no entanto, quando se viu encurralado por alguns erros e falta de verbas, simplesmente desistiu.
Com a desistência de Poio, três nomes se sobressaem, o do atual presidente da Câmara Denílson Ziroldo (PSDB) e o de Marcelo Ortega (PV), bem como o de Rogério Rodrigues (PRP).
Com pouco tempo de rádio, minguados 45 dias de campanha, os futuros candidatos a prefeito terão que montar equipes que consigam chegar a cada eleitor em cada rincão desta cidade, pois é praticamente impossível os candidatos conseguirem, neste curto espaço de tempo, chegar pessoalmente em cada eleitor.
Quem tiver mais jogo de equipe, mais apoio pessoal e partidários que “vistam a camisa” – terão mais chances.
Enfim - Alea jacta est - "A sorte está lançada! ”
Chatô – é escritor.













