Por Assis Châteaubriant – Nem bem começaram às eleições a prefeito de Avaré, e o facebook se tornou uma arma de leitores e internautas que, de certa forma espúria, difamam candidatos em suas vidas pessoais.
As coisas já começaram, Marcelo Ortega foi o primeiro e não será o último a ser difamado em Rede Social. Muitos ainda virão, e outros muitos processos serão abertos, pois a rede Social é escancarada.
O que os internautas – muitos deles – não tem noção é de que existe uma lei que proíbe que os candidatos sejam difamados em Rede Social (leia-se principalmente Facebook).
O que o eleitor deve ter consciência é de que ele tem sim a liberdade de expressão em criticar o candidato, entretanto, politicamente, e não em qualquer parte de sua vida pessoal que não tenha nada a ver com sua vida política.
A liberdade de expressão vai até o ponto onde a liberdade e a vida de outrem estão protegidos por lei. É ponto passivo.
Não se pode sair escrevendo de Denílson Ziroldo, Ortega, Poio, ou outros possíveis candidatos insuflando sua vida pessoal, mas sim sua capacidade técnica e de gestão administrativa, ou discordar da candidatura deste ou daquele, fazendo críticas políticas pontuais.
Não podemos ingressar numa ciranda de horrores, num mundo descentralizado, onde quase ninguém respeita alguém. Depois que surgiu o tal Facebook, vieram as estupidezes dos homens, que antes eram antagonizadas e não podiam ser veiculadas. A Rede Social é uma forma de interação social, e não uma rede de ataques de raivas e amores imbecis.
O brasileiro é mal-acostumado. Acha que pode tudo, até que seja interpelado, daí as coisas mudam e o ofensor se diz perseguido injustiçado, quando, na verdade, foi ele mesmo, através do costume brasileiro da falta de educação e, principalmente do conhecimento de até onde suas palavras podem chegar.
É o mal costume da impunidade.
Assim, com diz o ditado em latim: ''Ridendo Castigat Mores! ”
Rindo se castigam os costumes.
Chatô é escritor.













