KIEV- UCRÂNIA - tempos atuais.
A Praça da Independência estava lotada àquela manhã. Homens e mulheres se cruzavam rapidamente, sem sequer notar que, entre eles, um cadeirante e um homem negro passavam rapidamente se dirigindo ao Pallace. O Palácio, onde dentro de pouco mais de 10 minutos começaria a reunião anual dos líderes da Seita. Fazia 3 graus negativos, e todos andavam entupidos de roupas naquele País que um dia fora um braço da antiga União Soviética, e um braço bélico de Yosef Stálin.
As recepcionistas levavam cada convidado à sala de reuniões. O chefe brasileiro fora o último a chegar, cumprimentou a todos e tomou seu lugar à mesa.
Ali todos falavam em inglês e sorridentes contava piadas e as peripécias de suas vidas em que cada um deles morava. Após dez minutos o Chefe-Geral, um americano se levantou e percebeu-se que vestia um terno de alta extirpe sapatos alemães e exibia sua magreza exuberante.
Naquele dado momento, todos se calaram e ouviram os avisos e considerações do líder maior. Chamou a atenção de alguns, mas considerou que àquele ano fora produtivo. Entretanto ele tinha algo muito maior a dizer, e que segundo ele envolveria bilhões de dólares. Negócios que a Seita nunca havia realizado, mas que estava a um passo de dar a maior guinada de todos os séculos de existência.
Imediatamente, após dizer tais palavras, um homem ucraniano adentrou a sala. De cabelos loiros, alto, esguio e com um corpo atlético vestindo uma farda do exército e com uma cicatriz enorme do lado esquerdo do rosto. Imediatamente todos se levantaram e o saudaram.
O Líder maior pediu ao militar que se sentasse ao seu lado, do mesmo modo todos se sentaram.
“Este é o general Anatoly Aleksandrovitch Kuznetsov. Seus pais eram russos e imigraram para a Ucrânia, onde o general fez carreira no exército ucraniano. Pois bem, mas isso pouco interessa. Na verdade, o que nos interessa é o que ele tem para nos oferecer. ”
O general ficou em pé saudou novamente a todos e firmemente olhou os olhos de cada um dos líderes da Seita.
SÃO PAULO - BRASIL
O trânsito estava caótico e na volta o ministro deu ao escritor cerca de 500 mil reais, alegando que eles precisariam deste dinheiro, e deu-lhes o nome de uma pessoa que deveriam ir atrás. Segundo o ministro era de uma grande importância ter essa pessoa 24 horas por dia ao lado deles.
Saulo relembrava a conversa que se estendeu por horas à fio e as palavras do ministro que diziam: o nome da pessoa é irrevelável, mas podem chama-lo de Cobra. Ele é um matador de aluguel e irá lhes proteger. Sozinhos vocês não terão chance alguma. Ele foi treinado pela inteligência do Mossad (Serviço Secreto de Israel). É um perito e o único em que podemos confiar. Já fiz o pagamento adiantado de seus honorários, e ele está na suíte de um hotel esperando-os.
A lembrança da história do escritor também o deixou apavorado. Um homem que havia escrito dois best-sellers de enorme repercussão vendido milhões de exemplares, e, depois de ter descoberto e escrito um livro detalhando a Seita, simplesmente teve sua vida arruinada. Logo depois de entregar os originais à editora, ele teve seu contrato suspenso e, apesar de procurar outras editoras, todas elas negaram-se a publicar seu livro. A Seita acabara com a vida literária de um grande escritor, que, hoje, sobrevivia ainda das vendas dos antigos best-sellers lançados há anos. Apesar de ter escrito outro livro ficcional, mas que nada tinha com a Seita, nunca mais conseguiu publicar um livro que seja. Todas as editoras fecharam-lhe as portas. O escritor era um homem inteligente e astuto e sua chance de vingança contra a Seita estava nas mãos de Saulo e do Ministro. Seus olhos ardiam, e a sede de vingança movia seu sangue pelas artérias entupidas de nicotina.
Enquanto paravam o velho Chevrolet Monza defronte ao hotel indicado, um voo vindo de Kiev, Armênia aterrissava no aeroporto de Guarulhos.
KIEV – UCRÂNIA
12 horas antes.
Depois de todas as formalidades, o general finamente entrou no assunto que interessava à Seita.
O Plutônio.
Aprumando a voz, o general começou a explicar aos membros o que era o tão aterrorizante plutônio.
O plutônio (em homenagem ao corpo celeste Plutão) é um elemento químico representado pelo símbolo Pu e de número atómico igual a 94 (94 protões e 94 elétrons). À temperatura ambiente, o plutónio encontra-se no estado sólido. Pertencente à família dos actinídeos, é um metal de cor prateada-branca, que embaça em contato com o ar, formando um revestimento amorfo quando oxidado, radioativo, frágil e muito denso. Tem o maior número atômico dentre os elementos primordiais, é encontrado em poucas quantidades junto a minérios de urânio, sendo formado naturalmente por capturas neutrônicas de átomos de urânio. O mais estável isótopo do plutônio é o plutônio-244, com uma meia-vida de cerca de 80 milhões de anos, grande o suficiente para se encontrar traços dele na natureza. O Plutônio é principalmente um produto de reações nucleares em reatores onde alguns nêutrons liberados em fissões nucleares são capturados por átomos de U-238, que após uma série de decaimentos, finalmente torna-se Pu. O elemento normalmente exibe seis alótropos e quatro estados de oxidação. Ele reage com carbono, halogênios, nitrogênio, silício e hidrogênio. Quando exposto ao ar úmido, forma óxidos e hidretos que expandem a amostra em até 70% do volume, que pode entrar em ignição espontaneamente como um pó. Ele é radioativo e pode acumular-se nos ossos. Essas propriedades fazem do manuseio do plutônio uma atividade perigosa.
Tanto o plutônio-239 e plutônio-241 são físseis, significando que eles podem sustentar uma reação em cadeia, levando a aplicações em armas nucleares e reatores nucleares. Plutônio-240 exibe uma grande taxa de fissão espontânea, elevando o fluxo de nêutrons de qualquer amostra que o contém. A presença de plutônio-240 limita usabilidade de uma amostra de plutônio em armas ou a sua qualidade em como um combustível em um reator, e a porcentagem de Pu-240 determina o seu grau (grau para armas, combustível ou reator).
Plutônio-238 tem uma meia vida de 88 anos e emite partículas alfa. Ele é uma fonte de calor em geradores termoelétricos de radioisótopos, que são usados como fonte de energia para algumas sondas. Isótopos de plutônio são caros e inconveniente de se separar, então isótopos particulares são manufaturados em reatores especializados.
Uma equipe liderada por Glenn T. Seaborg e Edwin McMillan na Universidade da Califórnia, Berkeley, sintetizou plutônio pela primeira vez em 1940 bombardeando urânio-238 com deutério. Traços de Pu na natureza foram descobertos subsequentemente. Produzindo plutônio em quantidades utilizáveis pela primeira vez foi a maior parte do Projeto Manhattan durante a Segunda Guerra Mundial, que desenvolveu armas nucleares pela primeira vez. O primeiro teste nuclear, a Experiência Trinity (julho de 1945) e a segunda bomba nuclear a ser usada contra humanos, na cidade de Nagasaki foi em agosto de 1945.
Após toda a explicação, a Seita fechou o contrato com o General, o qual desviara centenas de quilos de plutônio durante a separação da Ucrânia com a antiga União Soviética, e iria vender uma boa parcela à Seita.
O Líder máximo da Seita se levantou apertou a mão do general e lhe disse que em 48 horas o dinheiro estaria na conta que ele indicasse. Foi servido um almoço, mas o chefe brasileiro pediu desculpas, explicou ao Líder os problemas urgentes que tinha que resolver, o que foi o bastante para que o americano lhe cedesse seu jato particular, alegando que ele chegaria mais rápido ao Brasil.













