Por Assis Châteaubriant - Não quero ser redundante, mas vou usar o jargão latino que o vice-presidente Michel Temer usou ao escrever sua carta à presidente Dilma.
"Verba volant, scripta manent"! Ou seja: "As palavras voam, os escritos permanecem".
Os escritos que digo são referentes à equipe administrativa de Poio Novaes, que desta vez, conseguiu colocá-lo numa “sinuca de bico” das bem bravas, aliás.
O senhor prefeito confia muito nos outros, e com isso pode pagar um alto preço, ao ser alvo de uma Comissão Processante na Câmara de Vereadores, a qual pode cassá-lo por falta de decoro ou desobediência a ordem judicial, esta que já conseguiu tirar um prefeito aqui destas terras do cargo.
Li a matéria do jornalista Wilson Ogunhê, antes desta Bigorna publicar. Foi um furo de reportagem, já que, nada havia vazado à imprensa, e tudo corria a “sete chaves”.
Mas não deu. O prefeito, como digo, disse e acho que continuarei dizendo, é mal – muito mal assessorado. Venho reiteradamente escrevendo artigos neste sentido desde que a gerência poiana se mostrou fraca.
Não bastou ser fraca, teve que perder até mandado de segurança da justiça.
Um absurdo!
Uma paciente que precisa de pouco mais de 600 reais para comprar remédios como Trileptal (que serve como antieplético) e Frisium (que é um remédio usado contra a ansiedade).
Um paciente com necessidades básicas de medicamentos psicotrópicos não pode ficar muito tempo sem os remédios. Um verdadeiro descaso da administração e auxiliares do senhor prefeito, o qual por causa de dois remédios, pode pagar com seu próprio mandato.
Li a sentença do juiz, e para falar a verdade, o magistrado teve até muita paciência com o prefeito, intimando-o reiteradas vezes para adquirir os medicamentos. Mas depois, creio que o juiz tenha perdido a paciência ou sentido que sua autoridade fora desqualificada e veio à marretada.
Agora, após o recesso dos nobres vereadores, uma Comissão Processante (CP) poderá até ser instaurada em desfavor do prefeito, bem como Poio ainda corre o risco de responder por crime de improbidade administrativa, se o TJ/SP achar que houve o delito.
Assim, nobre prefeito, a cada som o seu tom, não se esqueça, as palavras voam – os escritos permanecem.
Chatô – é escritor.













