Por André Guazzelli- Os últimos dias em Avaré tem me deixado com medo. A prefeitura está semifalida, o Pronto-Socorro atende precariamente, os credores da prefeitura não recebem, a lixo está um lixo, o Aterro (coisa que poucos sabem) está quase no seu limite, logo precisará o governo tomar providências, professores prometendo que não haverá desfile se não houver pagamento, e, deste modo, tenho a impressão de que Paulo Novaes desanimou de vez e está deixando o barco correr à deriva.
Perdoe-me senhor prefeito se estou errado, mas é esta a imagem que a sociedade está vendo no final do seu governo.
Estive rapidamente com o secretário Lucas Mota, o qual me disse que um Comitê de crise deverá ser instaurado pelo governo para solucionar questões da crise financeira.
Ora, o prefeito já decretou crise financeira há algumas semanas, e só agora resolve compor um grupo para tentar solucionar a crise? Não entendo. Verdade seja dita, que as arrecadações caíram, mas o prefeito ao declarar a crise já deveria ter seu Comitê de “Esperança” pronto. Não adianta falar que vai ter pizza se não há farinha ainda. Tudo tem que estar à mesa na hora para ser resolvido.
O problema do Pronto-Socorro quanto as refeições mostram o desarranjo que está havendo. O governo sabia que não havia pago à empresa, e sabia que não haveria refeições, então, questiono, por que não agiu antes da crise se instalar no P.S? Antecipar-se ao caos que é sabido é administrar com prioridades. O governo não foi pego de surpresa neste caso das refeições, contudo não agiu há tempo de conter a crise.
Outro caso que vem assustando se dá ao pagamento dos funcionários públicos. Há rumores de que o pagamento seja efetuado somente dia 23, enquanto outros dizem que o próprio governo não tem certeza de nada. Como isso?
O gerenciamento de crise do município já deveria estar funcionando. O prefeito já deveria fazer uma interlocução com os funcionários. Explanar, explicar, ou até solicitar à imprensa que repasse o que está havendo. Mas não, nem para a imprensa o governo passa o que de fato está ocorrendo, tentando se esconder atrás de uma cortina cheia de furos.
A falta de diálogo neste momento é o que está faltando no governo de Paulo Novaes. Prefeito, o senhor precisa dialogar mais, deixar às claras tudo, para que a população e, principalmente, os funcionários não fiquem a bancarrota de especulações.
Apesar de faltar 4 meses para o final do governo atual, o que se nota é que o “carro da prefeitura” parece estar em ponto morto jogado na “banguela”.
O prefeito em fim de mandato precisa urgentemente estancar a crise de modo eficaz e, pelo menos ao deixar o Paço Municipal dia 31 de dezembro poder olhar para trás e pensar: “Fiz o que pude”, e não ao sair ficar sem olhar para trás, pois o destino um dia vai cobrar Paulo Novaes.
Deste modo, acredito que o prefeito tenha tempo de ao menos ao deixar a “casa” para o sucessor, que fique, pelo menos, um pouco de café no pote.
*André Guazzelli é jornalista
Em tempo - Tive o prazer esta semana de poder trocar um dedinho de prosa com o escritor e cronista genial, José Carlos Santos Peres, figura que nos alegra pela sua simpatia e humildade.













