Por Assis Châteaubriant – Acompanho a grande mídia, como também as mídias regionais, e só nesta semana, duas matérias me levaram a uma reflaxão sobre o “bicho-homem”.
Descartes afirmava que o homem é um ser ‘pensante’ e, assim, ele sabe que existe (cogito ergo sum) – penso logo, existo. O filósofo também defendia que o homem vinha para a vida como uma ‘tábula rasa’, ou seja, sem saber nada, e tudo era apreendido através dos sentidos, nas experiências de vida de cada ser-humano.
Cientistas forenses afirmam, algo que deve ser pensado, e tira do pensamento do filósofo a ideia de que o homem chega nu, pelo contrário, eles afirmam que pessoas violentas e assassinas já tem uma pré-disposição ou inatismo (vem junto com o homem) para a violência.
O EUA está semana, mais uma vez tomaram o noticiário do mundo, quando um atirador matou 58 pessoas, um crime brutal.
Em Botucatu, um homem assassinou outro e, ainda ateou fogo no corpo da vítima, enquanto a Polícia Rodoviária esta semana prendeu um homem que assassinou a ex-namorada e tentou fazer parecer um suicídio; no entanto foi desmascarado e está preso.
Não dá para enumerar as barbáries que ocorrem, pois são tantas, que muitas vezes, nos levam a crer que a própria sociedade, já não liga mais para a violência. A banalidade da violência tomou conta da sociedade, quando se deveria pensar o contrário – o valor da vida.
O Brasil, segundo o jornal Correio Brasiliense, lidera número de assassinatos no mundo: 60 mil mortes no ano. Uma estatística nefasta!
Isso seria normal? Ou é normal? Até que ponto chegaremos? Até que ponto o homem será movido pelo ódio?
Evoluímos na medicina, tecnologia, enfim, vários setores que deram ao homem, a característica de ser um animal pensante e que tem grandes dimensões de conhecimento. Entretanto, o ‘animal’ que parece habitar centenas ou milhares de pessoas, não tende a sumir. O mal, infelizmente, cresce a cada dia, como mostram as reportagens diariamente.
Somos seres pensantes até que ponto? Quando acaba a lucidez humana e toma conta o ódio e o rancor? Até quando o homem verá em seu semelhante apenas a noção de ‘utilidade’?
São centenas de questões sobre o comportamento humano, que, se pararmos para pensar, claramente, veremos que o ser-humano, apesar de sua inteligência, mata movido por causas que a ciência não consegue chegar a um ponto de partida e o fim exato de explicação. Os animais matam para sobreviverem, afinal, não possuem inteligência de discernir como o homem; este que mata covardemente e por razões grotescas e torpes.
Até quando a sociedade assistirá – pacificamente - a demanda cada vez maior de homicídios e assassinatos cruéis?
Apesar de sermos seres-imperfeitos, o homem não tem como continuar neste caminho desastroso. As drogas, a cada dia, estão mais enraizadas na sociedade. O homem além de não conseguir viver harmoniosamente em sociedade, infelizmente, está sendo consumido pelas drogas lícitas e ilícitas.
Estamos quase diante de uma catástrofe humana. O homem autodestruindo-se. Novas drogas já estão espalhadas pelo mundo, transformando as pessoas em animais agonizantes de si próprio, destruindo vidas e famílias e, consequentemente, deixando nossa sociedade cada vez mais fragilizada.
Ao invés de estarmos acompanhando a inteligência e o desenvolvimento em prol de uma vida melhor, assistimos a um espetáculo da explosão da violência em todo mundo.
Até quando?
Chatô é escritor.













