Por Assis Châteaubriant – A prisão de alguns advogados de Avaré, e também de outros do Estado, só revela o que a sociedade pós-moderna não quer ver: a Irresistível leveza da podridão que atacada e carcome a sociedade num todo.
Atualmente, não há profissionais impolutos, carreiras sem cretinos, cadeias sem culpados. Em toda célula estrutural da sociedade, uma parte já está corrompida pelo dinheiro.
Digo dinheiro. É ele quem move a sociedade e o ego humano. O dinheiro ilícito destrói vidas, carreiras e caráteres.
Não existe mais o que chamávamos de que cada homem tem seu preço. O preço de cada ser-humano é o dinheiro fácil, as regalias, a vida fácil e suntuosa.
O Estado está falido. Rouba licitamente os contribuintes, mas não lhe dá o retorno adequado daquilo que são suas obrigações. Sim, o Estado também é um canalha.
Através disto, surgem “estados paralelos”, que acharcam, governam os mais necessitados e dão as ordens onde imperam. O caso do PCC é um sinal claro da fadiga estrutural do Estado e da demência da personalidade e do caráter humano.
O caso especifico das facções surgiu nas grandes metrópoles, porque quem deveria cuidar da segurança, simplesmente não teve a capacidade de impedir que os criminosos, pouco a pouco, dominassem o País da forma que vem ocorrendo.
Não demorará muito para que o governador peça para os chefes de facção se a polícia poderá prender fulano ou beltrano. Este caminho está em marcha, e não voltará atrás, pois a própria sociedade criou seus monstros.
Os políticos que acabaram com o Brasil, hoje, uma parte deles ferve no caldeirão da loucura, e planejam até mesmo uma PEC contra o abuso de poder. Abuso de poder contra eles políticos canalhas.
Como diz Arnaldo Jabor, hoje não se rouba mais por necessidade, mas por prazer mesmo. Tudo que que é belo e bom nasceu da merda. Esta merda é a tradição do Brasil.
A humanidade sempre foi uma ilusão à toa.
Daqui a pouco tudo será esquecido, e estaremos juntos, como palermas desejando Feliz Ano Novo!
Chatô é escritor.













