INEDITORIAL
Cada vez mais, ou menos, vemos artigos assinados dando opinião sobre determinado assunto. Criticando acintosamente e falando a verdade na linha e entrelinhas. Tudo porque o, tal suposto ofendido recorre à justiça se fazendo de vítima, quando na verdade não é, e tentando calar a imprensa com processos judiciais.
É o caso do ex-prefeito Joselyr Silvestre, o qual move processos contra o jornal A Bigorna, em diversas instâncias. O jornal não se furta a falar a verdade, e não tem animo de difamar, mas sim demostrar a verdade a qualquer custo. Não sendo assim refém de ações judiciais - (e nunca seremos).
Ao que vemos atualmente são jornalistas amedrontados, pois a qualquer momento podem ser processados por uma palavra de crítica pura, uma letra escrita de crítica voraz, o que deixa a imprensa cada vez mais refém do terror psicológico que os políticos arautos das improbidades administrativas buscam na justiça calar a imprensa.
O ocorre me todo o Brasil, e em Avaré não é diferente. São dezenas de processos contra alguns jornalistas que não temem falar a verdade. Não se submetem ao ridículo de deixar-se subjugar pelo menos. E observa-se ainda que, em geral, no tocante, são sempre os mesmos políticos que tentam calar a imprensa. Uma pequena minoria de políticos que não aceitam serem criticados por aquilo que fizeram quando estão na administração pública, ou quando estiveram.
A justiça é o baluarte da defesa, mas não pode ser o apoio de políticos ímprobos, dando-lhes guarida a todo o instante. É assim que revistas grandes não se furtam a dever de informar e principalmente dar opiniões. A imprensa tem o condão de opinar, pois caso contrário, seriamos apenas meros instrumentos de fofoca e notícias factuais.
Neste diapasão, cabe a justiça analisar e dar guarida a imprensa para que esta se torne cada vez mais forte. Caso contrário, em breve, teremos na imprensa, a verdadeira morte da ousadia.
O jornalista, diz em excelente artigo: Celso Vicenzi “O papel do jornalismo não é apenas mostrar dados. É, sobretudo, contextualizá-los. Saber interpretar fatos ou números é o que diferencia jornalistas competentes de mal preparados ou mal intencionados. Infelizmente, temos lido, ouvido e visto cada vez mais jornalistas, comentaristas e colunistas na grande mídia que são apenas produtores de sofismas, ou seja, “raciocínios ou argumentos aparentemente lógicos, mas que são falsos e enganosos”.
O Jornal A Bigorna não se curvará às ameaças de políticos ímprobos. Continuaremos nosso trabalho em busca da verdade e do direito de expor opiniões, bem com o direito constitucional do direito de resposta.
Não haverá no Jornal A Bigorna, a morte da ousadia.













