O Primeiro Comando da Capital (PCC) reestruturou o esquema bilionário de fraudes envolvendo o setor de combustíveis e fintechs na Faria Lima, após a deflagração da Operação Carbono Oculto, em agosto de 2025. Nesta quinta-feira (28/5), as autoridades deflagraram a segunda fase da operação contra seis fintechs suspeitas de terem movimentado R$ 26 bilhões para o crime organizado em quatro anos. A informação é do jornal Metrópoles.
Segundo o promotor de São José do Rio Preto João Paulo Gabriel, a facção criminosa começou a repassar o desvio para outras fintechs e criou novas camadas de blindagem.
“A organização criminosa se reestruturou. Na Carbono Oculto, identificamos três fintechs. Agora identificamos mais seis. São mais camadas de blindagem. O dinheiro saiu de fintechs alvos da primeira fase e migrou para as fintechs que são agora alvo da segunda fase”, explicou o promotor.
De acordo com o promotor de Campinas Yuri Fisberg, as startups investigadas começaram a criar ainda mais empresas laranjas em todos os estados do Brasil, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. O novo esquema do PCC usava nafta para adulterar combustíveis.
“Eles simulavam a importação de nafta em grandes quantidades. A nafta era entregue em postos de combustíveis em São Paulo”, relatou o promotor.
Operação Fluxo Oculto
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) deflagrou, na manhã desta quinta-feira (28/5), operação contra instituições de pagamento e de investimentos envolvidas em esquema do Primeiro Comando da Capital (PCC) no mercado de combustíveis. A ação é um desdobramento da Operação Carbono Oculto.
São cumpridos 59 mandados de busca e apreensão com apoio da Receita Federal, da Agência Nacional de Petróleo (ANP) e da Secretaria da Fazenda de São Paulo. A Procuradoria-Geral do estado e as polícias Militar e Civil também participam da operação, denominada Fluxo Oculto.
Deflagrada em agosto do ano passado, a Operação Carbono Oculto revelou o avanço do crime organizado no ecossistema do mercado de combustíveis, instituições de pagamentos e de investimento.
O objetivo da nova operação é avançar no desmantelamento do esquema de fraudes, sonegação e lavagem de dinheiro e na adulteração de combustível com uso de nafta (solvente).
Segundo o MPSP, as seis fintechs atuavam como bancos paralelos da organização criminosa. Elas compunham um “poderoso núcleo financeiro”, sendo utilizadas para compensações financeiras internas entre diversas distribuidoras e postos de combustíveis, compensações financeiras entre empresas e fundos de investimentos administrados pela organização criminosa, pagamentos de colaboradores e pagamentos de gastos e investimentos pessoais dos principais operadores.Ainda de acordo com a investigação, as startups movimentaram mais de R$ 26 bilhões entre os anos de 2022 e 2025.













