Por Assis Châteaubriant – Embora sucateada e jogada às traças pelos governos tucanos que ultrapassam os limites do bom-senso, a Polícia Civil, em especial a DIG de Avaré, demonstra que é uma polícia – ou uma divisão da polícia que funciona.
Mesmo com salários ridículos, os investigadores e o delegado Rubens César Garcia Jorge, bem como Aurani e demais colegas, os quais pouco conheço, mas que sempre leio nos jornais, dão o que podem e não podem para elucidar crimes, como o assassinato da moça de Paranapanema.
Relegada a Polícia Civil – em seu corpo todo – é um importante braço de autoafirmação à sociedade, pois é ela quem fica na retaguarda, quando ocorrem crimes brutais, como o descrito no jornal A Bigorna.
Vale salientar que uma polícia mal-paga, mal-treinada e sem motivação, é só um esqueleto dentro de um Estado. O que os policiais civis demonstram é o contrário. Eles se articulam, driblam as dificuldades e se mantêm ativos em seu trabalho de investigação, mesmo tendo um governador pífio e ridículo como Geraldo Alckmin.
O desmonte da PC começou no governo Covas (que Deus o tenha) – que não gostava das polícias, e as deixava à mercê do ridículo. Depois de Covas veio José Serra, o único governador do Estado de São Paulo que conseguiu fazer uma polícia lutar contra outra, e, hoje, ainda é senador e braço do Presidente da República.
Neste esteio da incapacidade governamental, de manter os parâmetros e de, ao menos, dar maior suporte aos policiais, o que infelizmente não ocorre, fica o exemplo das polícias paulista, que mesmo jogadas ao relento, continuam a lutar e trabalhar com dignidade.
O empenho da DIG de Avaré, elucidou um caso, ainda que, infelizmente com a vítima assassinada, mas deu, ao menos, alento a família da vítima, mostrando que a Justiça existe, sim, basta ter homens por detrás dela que a honrem com força e dignidade.
Chatô é escritor.













