Fui abordado por uma infinidade de vezes por pessoas simples, outros por mensagens e e-mails, enfim, em geral, mulheres – mães, filhas, avós – tristes, porque seus entes queridos cometeram práticas delituosas e, ainda aguardam julgamento presos.(São conhecidos como presos provisórios, e mais da metade deles está no sistema penitenciário)
Não foram condenados e muito menos julgados. Estão “perambulando” pelos CDP´S ou Penitenciárias, e suas famílias sofrem e querem uma resposta.
A resposta que eles querem é saber por que o ex-prefeito preso de Avaré, Joselyr Benedito Silvestre, há semanas teve alta hospitalar, a Justiça enviou um perito para analisar seu quadro clínico, e toda a documentação foi parar no Tribunal de Justiça de SP (TJ/SP).
O processo está nas mãos de desembargadores, que não julgaram, nem o Habeas Corpus e muito menos a prisão domiciliar.
Enfim, JBS pôde pular carnaval, só que dentro de casa. Enquanto os “ladrões de galinha” – ficaram reclusos.
Entendo sem entender o cerne da questão. Por que a Justiça tarda tanto sobre a questão do ex-prefeito, que surrupiou dinheiro do povo em licitações fraudulentas. Dinheiro este, leitor, que poderia ter sido revertido em remédios para sua família, e em melhor condição de vida ao avareense.
A população de Avaré quer uma resposta. Se o ex-prefeito for declarado incapaz de permanecer na cadeia que seja feita a vontade dos magistrados; caso contrário, que a Justiça dê uma resposta rápida e a altura à população, e, principalmente a classe pobre, que vê seus entes e parentes presos sem condições de contratar advogados de ponta, e, acabam apodrecendo num hospício chamado cadeia.
Enquanto isso, nas trolhas beiradas da alegria espantosa do povo, que deixa qualquer um de queixo caído, o carnaval vai bem, obrigado. A economia e os problemas – Somente – depois – das Cinzas.
Enquanto pululamos o carnaval, que é a alegria com data marcada, nos esquecemos temporariamente das injustiças acometidas a uma multidão de pessoas.
Hoje, o carnaval chega pronto e acaba. O carnaval é quase um comício político, diz Jabor. E foi desta forma que o prefeito de Avaré fez. Um estardalhaço para montar um carnaval pocilga, e teve ainda que engolir o ronco e cancelar o trio-elétrico por erros na licitação (novidade?). E, para piorar a população não empolgou ante a alegoria funesta do Silvestre filho.
Já os remédios, o prefeito “Roque Santeiro” deixou em segundo plano. O avareense só terá remédios, depois do dia 14 de março, quando será encerrada a licitação dos medicamentos. Entretanto, a empresa tem o prazo de até 7 dias para entregar.
Então caro amigo, se você precisar mesmo de remédio, vá ao carnaval, mesmo que todo estropiado, e esqueça do medicamento que você precisa, afinal, uma parcela dos eleitores votou em um homem público que pensa mais em festa do que em remédios e saúde do avareense.
*André Guazzelli é jornalista.













