Assis Châteaubriant – Confesso que admiro um dos jornalistas mais renomados e competentes do cenário atual brasileiro – Ricardo Boechat, e as anedotas em que José Simão e ele fazem dupla no Jornal da Manhã da Bandeirantes, na Jovem Pan News.
Aqui em Avaré no Portal de Transparência não aparece o gasto com a banda que fez os shows na Emapa. Aliás, tenho notado, que nem os cargos em comissão estão sendo pulicados no Semanário Oficial, o que é obrigatório, e, que, com certeza, dará ‘pano pra manga’ do senhor prefeito, o qual, não sabemos até hoje o porquê de o trio-elétrico não ser contratado, ou melhor, foi dispensado em cima da hora.
A velha máxima de onde há fumaça, pode haver muito fogo – é de fato um cadáver insepulto que poderá revelar algo por detrás das tumbas palacianas.
Parafraseando José Simão, o carnaval em Avaré “estava tudo certo para dar merda’. Com o perdão da palavra dita, mas os fiscais de contas, com certeza estenderão uma lupa em cima das licitações do carnaval de Avaré, bem como, a inimaginável capinação com enxadas banhadas a ouro.
No entrementes do Poder, as coisas não saíram do lugar. Com o fim do quase interminável carnaval, os cidadãos que puderam descansar o fizeram, já aqueles que gostam de festa, enfim, festaram, agora, podemos voltar a pensar.
As águas de março que fecham o Verão estão chegando, e com elas em poucas semanas o novo prefeito completará 100 dias de governo.
A história ensina que os primeiros 100 dias de governo são a base do que um governante fará pelo resto de seu mandato. Suas ações e inércias são o baluarte para a comparação governamental. Um governante sábio, sabe disso.
A própria história conta que o período conhecido como os Cem Dias (também chamado de Cem Dias de Napoleão) marca o período do retorno do imperador francês Napoleão I ao poder, após sua fuga do exílio na ilha de Elba. Ele chegou em Paris em 20 de março de 1815. Determinados a removê-lo do trono de uma vez por todas, diversas potências europeias, como a Inglaterra, Rússia, Prússia e Áustria, formaram uma nova coalizão (a Sétima Coligação) contra a França. A volta de Napoleão aconteceu ao mesmo tempo em que o Congresso de Viena estava em andamento. Em 13 de março, sete dias antes do imperador francês marchar na capital, os dignitários europeus em Viena declararam Bonaparte oficialmente um fora da lei.
Este período viu o último grande conflito das Guerras Napoleônicas, após a derrota de Napoleão na batalha de Waterloo. Os aliados marcharam em Paris novamente e mais uma vez reinstauraram a monarquia dos Bourbon no poder. Bonaparte foi levado ao exílio novamente. Desta vez, os britânicos decidiram exilá-lo ainda mais longe do continente europeu, o mandando para a Ilha de Santa Helena, onde ele ficaria até sua morte em maio de 1821.
O atual prefeito, pode até não se importar com tal fato (ou desconhecer), mas a história ensina, já os homens, é quem não aprendem.
Chatô é escritor.













