O advogado avareense Marcos Antunes Barbosa, preso na Operação Ethos do polícia civil, deflagrada para combater o PCC, teve um Habeas Corpus (HC) e Liberdade na sexta-feira, porém, logo no sábado ele foi recolhido novamente ao presídio.
O advogado foi preso no dia 22 de novembro, junto com outros 3 advogados, acusados de ter participação com a organização criminosa e foram levados para Presidente Prudente. Somente a advogada foi para Tupi Paulista.
Entretanto o advogado que defende Marcos Antunes conseguiu um HC para libertá-lo da prisão e responder em liberdade sobre o processo de suposto envolvimento e acusação de ter ligações com o PCC.
No alvará de soltura, constava apenas a liberdade condicional deste suposto crime. Entretanto, o advogado acusado está respondendo a outro crime, o de ter uma arma com numeração raspada.
Contudo, na hora da liberação do preso, funcionários da Penitenciária, não se ativeram ao fato de que o HC era apenas para soltá-lo por associação ao crime, e não pelo porte ilegal de arma.
No outro dia, (sábado) o advogado acusado foi reconduzido à cadeia.
Relembre o caso
Segundo o Ministério Público, as investigações começaram após informações reveladas em uma carta interceptada por agentes da Penitenciária “Maurício Henrique Guimarães Pereira”, a P2 de Presidente Venceslau, em 11 de maio de 2015, durante procedimento de varredura de rotina.
Conforme a Polícia Civil, os envolvidos nos crimes tinham uma célula denominada “sintonia dos gravatas” – modo como é tratado o departamento jurídico da facção criminosa – criada inicialmente para prestação de serviços exclusivamente jurídicos aos líderes da “sintonia final geral” ou “conselho deliberativo”, que são os chefes da organização ilícita.
Ainda durante as investigações, foi constatado que advogados, por meio de pagamento de propina a pessoas envolvidas em órgãos do Estado, visavam concretizar o objetivo da facção criminosa, que seria o financiamento e controle de agentes públicos e colaboradores, característica primordial da definição de crime organizado.
A ação, realizada no Estado de SP, contou com 159 delegados, 459 policiais civis, 65 promotores e 167 viaturas.













