O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo cumpriu mandados de prisão temporária contra dois advogados em Taquaritinga (SP) e Jaboticabal (SP) nesta terça-feira (23).
Segundo o Gaeco, indícios apontam que os advogados teriam invadido sistemas informatizados utilizados pela Justiça, acessado ilegalmente processos protegidos por sigilo e vazado as informações a integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) investigados por homicídios e outros crimes graves.
Dados sigilosos entregues ao PCC
Ainda segundo o Gaeco, com as informações vazadas, parte dos alvos dos processos conseguiu fugir antes que as medidas determinadas pela Justiça fossem cumpridas contra eles, prejudicando a atuação das autoridades nas investigações. Muitos permanecem foragidos.
Segundo o Ministério Público, os advogados serviam como elo operacional entre o núcleo responsável por violar sistemas institucionais e os integrantes do PCC.
A investigação aponta que os suspeitos acessaram reiteradamente sistemas da Justiça utilizando credenciais funcionais de forma indevida. Eles não atuavam nos processos acessados.
“Eles [advogados] acessaram com uma senha (...), mas é um acesso ilegal e tiveram acesso a alguns inquéritos com informações sigilosas que normalmente, se estivessem com a senha deles, não teriam acesso”, diz o major da Polícia Militar Pablo Flora, que atuou na operação.
O objetivo desta fase da Operação Backdoor é identificar todos os envolvidos no esquema e reunir novas provas sobre a dinâmica do grupo.
O material apreendido nos mandados cumpridos nesta terça-feira será periciado.(Do G-1)













