Por André Guazzelli – Confesso que não consigo escrever sobre Elias de Almeida Ward sem que lágrimas me acometam.
Sempre acompanhei a trajetória desde menino da mais famosa corrida do interior. Lembro-me dos dias 31 de cada ano (a cada passagem de ano) -, quando passávamos o ano na casa de meu tio José Marcos Guazzelli, e, por ali, desde moleque assistia aos corredores e a um homem que ia narrando à frente, mas que só o tempo nos apresentaria num futuro distante.
O tempo passou e uma amizade natural surgiu entre mim e mestre Elias. Às vezes chegava a importuná-lo pedindo que ele me escrevesse algum artigo. Ele nunca dizia não.
Já no fim, quando sua saúde se esvaia olhei para trás, após a largada que seria sua última corrida vi que ele entrava na antiga sede da Secretaria de Esportes, na Concha Acústica.
Naquele momento fui até onde estava, e o encontrei agachado. Percebi que estava com dor, mas ele mesmo, não me disse nada. Apenas seus olhos me contavam o que ele já sabia: aquela seria sua última corrida.
E foi. Elias partiu depois de muita luta. Mesmo desgastado recebia a todas as visitas em casa. Não reclamava. Nos últimos dias seu olhar era de despedida.
E assim Elias se foi.
Mas o que me conforta, embora tenha perdido um homem especial em minha vida, é saber que, onde ele está, sim, está melhor do que aqui, quando sofria calado.
Elias, Elias, Elias... Você passou pelo mundo e deixou seu legado!
Senhor Imprensa que ficará nos anais da história avareense!
Sorria Elias! Mestre e eternamente amigo!
Afinal, este dia é Teu!













