Morreu na noite de sexta-feira, 25, aos 90 anos, o líder da Revolução Cubana, Fidel Castro. O anúncio da morte foi feito pelo seu irmão, o presidente de Cuba, Raúl Castro, na TV estatal. O corpo de Fidel será cremado e foi decretado luto oficial de 9 dias em todo o país, período que deve se encerrar com o funeral, no dia 4 de dezembro.
Atividades públicas e eventos foram cancelados, e a bandeira cubana será colocada a meio mastro. O Conselho de Estado afirmou que rádio e televisão que manterão uma programação "informativa, patriótica e histórica".
Líderes de Bolívia, Venezuela e Rússia, entre outros países, lamentaram a morte do líder comunista, um dos principais personagens históricos do século 20. Fidel morreu no mesmo dia em que o barco Granma saiu do México com um pequeno grupo de guerrilheiros rumo a Cuba para dar início à Revolução Cubana, em 1957.
'Às 22h29 morreu o comandante e chefe da Revolução Cubana, Fidel Castro', anunciou Raúl Castro na mensagem televisionada.
Renúncia
Em fevereiro de 2008, Castro renunciou definitivamente à presidência de Cuba e quase três anos depois, em abril de 2011, se desligou definitivamente da liderança do Partido Comunista (único).
A doença e a transferência de poder para o irmão mais novo marcaram uma nova fase em Cuba, com a perspectiva de abertura econômica, após 49 da revolução que colocou Fidel Castro no poder, em 1959.
Sua doença e saída do poder abriram uma nova etapa da história cubana, com perspectivas de mudanças econômicas, ainda que não políticas, sob o comando de Raúl. Cinco anos mais novo, o novo presidente se esforçou em reformar o ineficiente modelo socialista inspirado na antiga União Soviética, instaurado depois da revolução, em 1959.
Apoiado pela velha guarda do PC cubano e pelos militares, coube a Raúl, que chefiou o Exército entre 1959 e 2008, preparar a transição da velha guarda da revolução para uma nova geração e vencer a resistência a reformas, além de transformar em coletivo um governo marcado pelo personalismo do irmão.
No ocaso de sua vida, Fidel conseguiu o que parecia impossível: o fim do antagonismo por meio século, fruto da aproximação entre Raúl e o presidente Barack Obama. O acordo foi anunciado ao mundo em 17 de dezembro de 2014. Os laços diplomáticos foram restabelecidos em 20 de julho de 2015, encerrando o último capítulo da Guerra Fria no hemisfério ocidental.
Obama justificou a mudança drástica em relação a Cuba com o argumento de que o isolamento da ilha acabou isolando os Estados Unidos do resto do continente. Ele pediu ao Congresso que retire o embargo econômico, em vigor desde os anos 60.













