A entrevista do senador José Serra (PSDB-SP) ao Estado publicada nesta segunda-feira, 21, na qual ele afirmou que o PSDB será chamado e terá “obrigação” de participar de um eventual governo Michel Temer (PMDB), causou reações imediatas entre as alas tucanas e dentro dos demais partidos de oposição.
Em caráter reservado, lideranças do PSDB próximas ao tucano avaliam que Serra despontou como “ponta de lança” da legenda na construção de um eventual governo de coalizão a ser liderado pelo atual vice-presidente peemedebista.
Deputados e integrantes da cúpula do partido, no entanto, reclamam que ele foi “precipitado” e não consultou nenhuma instância partidária antes de se pronunciar publicamente.
Os tucanos convergem na avaliação que as declarações ocorrem em um momento de fragilidade da liderança do senador Aécio Neves (PSDB-MG), que está acuado pelas citação de seu nome na delação premiada do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS).
Líderes de outros partidos compartilham de análise semelhante. “O Serra é uma figura respeitada e tem uma boa relação com o PMDB do Senado, coisa que o Aécio não tem”, diz o deputado Paulinho da Força (SP), presidente do Solidariedade e líder da Força Sindical. Segundo ele, o senador paulista se colocou como o “principal articulador” da oposição a um eventual governo do PMDB, e isso causou “ciumeira” no PSDB.
“O PSDB tem que ser o protagonista de um eventual governo Temer. O Serra tem uma grande capacidade de articulação, mas as conversas não são apenas com ele”, afirma o deputado Roberto Freire (SP), presidente do PPS.(Do Estadão).













