Por Assis Châteaubriant – Quando pensamos que as reformas no Brasil vão dar mais transparência nas eleições, que não haverá lulismo “caixa 2”, eis que vem a notícia do TSE: Ao cruzar informações, a Justiça Eleitoral vem desnudando o que suspeita ser uma nova frente de fraudes: doações milionárias de quem, aparentemente, nada tem.
Segundo matérias publicadas pelos grandes jornais, o TSE identificou 21.072 pessoas que, mesmo em situação de pobreza, transferiram juntas mais de R$ 168 milhões a campanhas municipais. Uma delas, cuja última renda conhecida é de 2010, doou R$ 93 mil. Outras dez desembolsaram mais de R$ 1 milhão, mas não têm renda compatível com tamanha generosidade.
Não está batendo segundo o TSE, há ainda um grupo considerável de doadores registrados como beneficiários do Bolsa Família ou sem-terra. Os dados já foram remetidos ao Ministério Público para averiguação.
É festa, além das candidatas “laranjas” — mulheres lançadas na eleição apenas para cumprir a cota feminina — o TSE quer acabar com outra farra: funcionários públicos que se tornam candidatos só para ficar seis meses fora do serviço, recebendo salário.
Já aqui nestas bandas esquecidas de nossa “Sucupira” – tem candidato para todos os gostos. Desde vereador até prefeito. Não há razão para o eleitor se descontentar. Tem candidato com música dizendo: “ tá querendo mudar, começar tudo de novo”. É mole? Começar tudo de novo o quê? Fraudes em licitações? Vai lá saber não?
Tem candidato a vereador dizendo que trará mais empregos e que ele vai melhorar a saúde. Só se ele for um médico que for ficar 30 dias no Pronto-Socorro atendendo gratuitamente ou se ele sair correndo pelado pela cidade, porque deve ser um louco varrido.
São tantas mentiras de uma parte dos candidatos a vereador, que tentam iludir o povo, que dá nojo. Vereador não administra nada da cidade. O máximo que ele pode fazer, e isso quando faz, é ir pedir penico a algum deputado uma emenda (dinheiro) para a cidade. Vereador apenas fiscaliza e atende a população ouvindo-os e tentando levar os problemas de seu eleitorado ao prefeito, que, se quiser atende ou não.
Pelo jeito, com o que temos aí para votar no legislativo, continuaremos com um mínimo de bons vereadores e o maior número de paspalhos que não sabem nada e o que querem mesmo é um salarinho descente – dinheiro do povo.
Deste modo naufragado eleitor, escolha seu vereador e prefeito com consciência e não por cinquentão, pois depois quem vai ficar na fila de saúde e sem remédios é você mesmo!
Chatô é escritor.













