Por Assis Châteaubriant – Mais uma tarde foi de intensa chuva, embora com curto tempo de duração, e mais uma vez a Rua Piauí e adjacências transbordaram.
Na foto um carro está totalmente submerso. O dono, sabe-se lá quem, pobre coitado terá que arcar com despesas, já que pouco sobrou acima da linha da água.
Se o leitor atento, notar que a cada chuva, por menor que seja, ela já alaga as ruas avareenses, poderá notar que a cidade cresceu muito. Antes, era preciso de muito tempo de chuva para que tal fato ocorresse.
Hoje, não!
Basta um respingar para as vias ficarem encharcadas, e, consequentemente, deixando moradores ilhados.
Avaré parou no tempo. Nada mais foi feito para amenizar os alagamentos. O trânsito fica caótico de uma hora para outra, e se você estiver na rua neste momento, prepare-se, será uma vítima, com ou sem carro.
Não há nenhum planejamento, mesmo o de longo prazo, quanto menos de curto prazo.
Não há projetos dos administradores que venham acabar ou amenizar o grande problema.
Avaré, hoje, é refém de péssimos administradores. Não fossem Fernando e Miguel, a Praça da Independência (Largo do Mercado) também estariam saturadas.
Tudo o que ocorre é em declínio do tempo. Daqui a alguns anos, não só estas ruas estarão saturadas. Vejo vídeos da rua Félix Fagundes, onde a força da água que vem dos bairros mais altos, ali desemboca.
Um tormento que o cidadão não pode e nem deve aceitar. Existem planejamentos para governos. Entretanto sai um entra outro, a água só aumenta, e o paspalho do eleitor, fica com cara de “ué”, pois acreditou no plano de governo daquele que ele votou.
Não dá mais. Neste diapasão, ou este governo, parte da premissa, de que deve começar um planejamento a longo prazo e, deste modo, estender a outros para sua concretização, ou estaremos sempre chovendo no molhado – ou seria molhando na chuva?
Chatô – é escritor.













