A máxima romana da frase “panem et circenses” - criada como uma medida de manipulação de massas, onde a aristocracia incentivava a plebe, de certa forma, a ficar desinteressada em política e dar atenção somente para prazeres como a comida, através do pão, e o divertimento, retratado pelo circo, terá vez no novo governo da Estância Humorística de Avaré.
Só que o neo-prefeito está se esquecendo de uma coisa.
Não há pão!
Somente, circo!
A decisão de alavancar um carnaval na cidade avareense mereceria aplausos, lógico, se toda a licitação correr dentro do que desejamos que seja normal.
Entretanto, o caso merece um arguto respeito e uma visão sobremaneira das autoridades sobre ao assunto.
Tanto a Câmara como o Ministério Público do Estado, devem ficar atentos ao carnaval de “Jô Silvestre” – já que ele foi eleito para isso mesmo, e não para outra coisa.
Destarte, este decrépito escriba já aduz aos leitores e adeptos do josselinismo que não sou contra o carnaval, sou contra usar dinheiro público nele. Escrevo parcas palavras, para que, as cabeças pensantes sejam menos idiotas e entendam o que se passa ao redor delas. Claro, quem apoia o governo, não vai tolerar críticas ao penduricalho carnavalesco.
Assim, devemos destacar que, se haverá festa (mesmo que não haja pão), devemos nos ater a detalhes preciosos da vida pública que serve ao povo. Já temos remédios em todos os postos? As ruas já estão bem servidas aos motoristas? Já há médicos no CAPS da Secretaria do Roslindo?
Um ponto que gostaria de destacar é que, o povo deve olhar e ver que no Semanário último, nenhuma empresa se apresentou para vender remédios para uso do SAMU – ou seja, se alguém precisar dos serviços de emergência, algum remédio, com certeza, irá faltar, e o prefeito não dá a mínima pra isso. O importante é ter uma empresa para cantar e dançar Aurora no carnaval e garanto, para a festa não faltarão empresas interessadas!
Não! Bicho papão! Claro que não!
Enfim, vamos à forra, pois é carnaval, e aqui é uma Estância, e mesmo que o dinheiro seja público, não tem problema, pois uma parte inexorável do povo gosta é, mesmo, de diversão, o resto é resto.
Viva o povo brasileiro!
*André Guazzelli é jornalista.













