Por André Luís – Estávamos depois de muito estudo e tempo de volta a Crosta – nosso planeta Terra-. Viajamos por diversos locais e países. Visitamos os hospitais e principalmente os hospitais de países que estão em guerra.
As atrocidades são enormes. Crianças quase morrendo, idosos penando e sofrendo com muitas dores, que, consegui senti-las. Enquanto isso, os poderosos lutavam por petróleo e poder, e o ser-humano era tido como um número que poderia sofrer ou morrer a qualquer momento.
Para minha surpresa o grupo de apoio e estudos espirituais foi até o Vaticano, onde estava o Papa Francisco, em um sala solitário e meditando. No mesmo momento, os espíritos se juntaram a ele nas orações. Foi lindo.
Um integrante da equipe de espíritos de luz muito evoluídos, disse ao grupo:
“Este homem tem o coração puro. É um líder espiritual que pode ajudar muitos com sua sabedoria, palavras e ensinamentos. Pena que é refém de um sistema secular que o aprisiona demais. Se fosse mais livre, ele seria um espírito acolhedor e de alta evolução.
Nossa viagem durou muito tempo, e, eu, não sentia mais os efeitos de meus defeitos de quando era reencarnado, pelo contrário, estava até conseguindo entender o pensamento e as súplicas dos mais necessitados.
Estivemos num País que explora diamantes. As grandes empresas e o governo transformaram aquela população em seis escravos. Foi um trabalho duro de muita esperança e orações. Eram famílias que trabalhavam mais de 15 horas por dia para ter um pedaço de pão e dar o que comer aos filhos; enquanto os milionários ficavam mais milionários. Um mundo insano, pensei.
Estivemos em lugares sombrios, onde jovens e adultos se drogavam intensamente e os espíritos desencarnados insuflavam o uso e sentiam-se como se também estivem se drogando.
Foi com muita oração que conseguimos tirar espíritos pesados daquele lugar, e, com isso – alguns familiares – conseguiram se aproximar dos entes queridos e retirá-los daquele local entorpecedor e de escárnio.
Visitamos Centros espíritas e outras igrejas e rezamos juntos àqueles que amavam Nosso Senhor. Não importava a religião, mas sim a vontade espiritual de cada homem e mulher que ali estavam de forma consciente e amorosa.
A Equipe estava cansada. Não sabia há quanto tempo estávamos naquele trabalho, quando nos dirigimos até uma praça. Ali meu Mentor apareceu. Estava ansioso e alegre e nos dizia maravilhas.
Começava a ventar forte na Terra, quando olhei debaixo de uma banco e notei um cachorrinha triste, com frio e amargurada. Nossos cães – embora muitos não acreditem – tem sentimentos muito mais nobres que o do próprio homem.
Vi que ela também me viu e abriu um sorriso abanando o rabinho. Estava maltratada e abandonada e já tinha certa idade.
Separei-me da equipe e orei por ela. Era como ela entendesse o quê eu estivesse fazendo por ela. De repente, vi duas senhoras subindo pela praça, e pedi aos espíritos superiores que me dessem força, para que, pelo menos, àquelas mulheres lhe dessem algo de comer.
Quando as duas senhoras passaram pela cãozinha, a viram debaixo do banco. A cachorrinha abanou o rabo, mas não teve coragem de sair do lugar.
A mulher mais velha agaixou-se e passou a mão nela, dizendo a mais nova como o pobre animal estava maltratado. Elas se entreolharam, e, sem dizer uma palavra uma delas foi até um táxie voltou dizendo "vamos adotá-la" e a levaram ao táxi.
Quando a mais nova abaixou-se também a cadelinha saiu debaixo do banco e me olhou e vi uma lágrima escorrer de seus pequeninos olhinhos. Uma das mulheres pegou-a no colo e a levaram para o táxi.
Agradeci aos espíritos por ter recebido mais do que havia pedido.
Quando o táxi partiu minha amiga foi até o banco de traz e ficou me olhando até virar a esquina.
Juntei meus pensamentos à ela dizendo “vamos lá amiguinha, agora, você vai ser feliz e terá um lar”.













