Por Assis Châteaubriant – Tenho tentado acompanhar a transição de governo de Paulo Dias Novaes Filho para Joselyr Benedito da Costa Silvestre. Entretanto, nos trancos e barrancos, o que leio nos periódicos da cidade, nada mais são do que especulações de nomes. Nada mais que isso.
Em meio a uma crise, deflagrada há meses e que atingiu o cerne central da economia municipal, acredito que o neo-prefeito já tenha em mente tudo pronto para quando assumir. Posto isto, ele deve ter os nomes que o ajudarão a conter a crise e tentar recolocar Avaré nos eixos.
Governar e administrar é o mesmo que escolher prioridades. Contudo, li na Comarca que o prefeito eleito, infelizmente, já fala em “ressuscitar” a Festa do Peão ou Emapa, como queiram dizer.
Não vi uma declaração do prefeito eleito elencando prioridades. Sua entrevista para a TVTem foi – no mínimo – tacanha. Dizer que Avaré precisa voltar a ser Estância Turística, é o mesmo que dar chiclete para cavalo mascar. Vai grudar tudo.
Joselyr da Costa Silvestre, elegeu-se, em minha modestíssima opinião, como um voto de protesto contra Poio Novaes, o qual deixou muito a desejar, ao optar em um governo prolixo com assessores paralelos e mal-ajambrados.
Esse alento é pouco. Tudo indica que 2017 será mais um ano muito difícil. A economia continuará a patinar.
Um dos maiores políticos do século XX, Winston Churchill dizia, que nunca se deve deixar uma boa crise ser desperdiçada. Ele se aproveitava das crises para virar o tabuleiro a seu favor e vencer o desafio.
Poio Novaes não teve tal tino administrativo, e, muito menos, político. Já o prefeito eleito, não dá boas-mostras de que terá uma equipe de alto nível, tanto é que sequer se ouviu falar em um nome com capacidade e abnegação pessoal para ser um agente público e político do nível que a cidade merece.
Ao invés de falar frases curtas e fáceis, o prefeito eleito já deveria ter em mãos e discorrer o que está faltando para a cidade melhorar.
Saúde? Educação básica com alimentação escolar de boa-qualidade? Unidades de saúde que consigam dar conta do grande volume de pacientes que são atendidos na rede pública? Coleta de lixo razoável? Maquinários?
Enfim, um volume tão grande de problemas que, acredito eu, o novo prefeito terá que dispor em resolver os mais problemáticos primeiro, e, deste modo, organizar um secretariado que consiga deter a enxurrada de problemas que vai receber em suas mãos.
Caso contrário, será mais um, entre tanto outros.
Chatô é escritor.













