Por André Guazzelli – Em nossa sociedade alternativa, somos levados como a multidão quer. Em geral, é mais fácil acompanhar o grupo do que ir contra ela ou não concordar com ela. O homem desde os primórdios já andava em grupos, principalmente para a sobrevivência, ou seja, há milhares de séculos somos uma Onda Gigante.
A sociedade foi se moldando conforme o tempo e as conveniências de quem tinha mais poder. Os submissos aceitavam àquilo que lhes fosse imposto. Vivemos um número ímpar de tipos de sociedades. Com guerras, sem guerras, construindo um tempo e destruindo em outro.
A sociedade é cíclica. Ela gira em volta de si mesma, e a cada tempo volta a ser um pouco do que fora antes. A sociedade é uma cópia de outras sociedades. Antes existiam os deuses, depois, muito tempo depois, 30 anos depois da criação do calendário gregoriano, que se baseia no nascimento de um homem chamado Jesus Cristo, passou-se a acreditar somente e apenas em um Deus, numa sociedade onde Roma imperava absoluta no mundo, sendo depois destruída pelos povos bárbaros por volta de 476 d.C(depois de Cristo) – a sociedade continua emergida num só parágrafo religioso e, ainda em centenas de crenças.
Já a gaia ciência estima que o homem possa ter surgido há 14 milhões de anos atrás. Um fóssil chamado Kenyapithecus possa ter sido o ancestral em comum entre o homem e os macacos atuais. Já o homem anterior a nós, é chamado pela ciência de homo erectus. Há mais ou menos 500 mil anos atrás, surgiu o homo neanderthalensis, que é considerado o primeiro ser humano como nós conhecemos hoje. É claro que eles foram extintos (diz a ciência), dando lugar ao homo sapiens, que somos nós, mas devido as grandes semelhanças, podemos dizer que os neanderthalensis foram os primeiros humanos do planeta. De tal modo, há apenas 500 mil anos, surgiu o homem atual na Terra.
Dito isto, questiono, onde está Deus? O que é a vida? Por que estamos aqui? Afinal, se realmente começarmos a questionar tudo, não pararemos por aqui.
Richard Dawkins, um ateu convicto, escreveu um livro que serve tanto para os agnósticos, cristãos ou ateus- chama-se DEUS um delírio. Enquanto escrevo também me questiono. Deus? Ou deus? Ou deuses?
Um dos maiores cientistas que já passou por aqui dizia que não tentava imaginar um Deus pessoal, mas bastava admirar assombrado a estrutura do mundo, pelo menos na proporção em que ela se permite apreciar por nossos sentidos inadequados.
Enfim, que fim? Ou melhor começar de onde para chegar até onde? São tantas questões e celeumas que o homem atual, o pós-moderno, continua o mesmo de milhões de anos atrás. Deixando-se levar pela multidão. A sociedade regida por poucos em detrimento de muitos. Tudo mudou, e, ao mesmo tempo, nada mudou. Caminhamos em esferas de desigualdades tão objetivas e francas, que, talvez, podemos não ser nada mais que animais que pensam, diferentemente dos demais, pois as mesmas dores e amores, os animais que não pensam, também tem.
Não é fácil responder porquê motivo estamos ... ou somos!
Pensar na existência de um Deus é o mesmo que expor um nervo transcendente de muitos séculos. Enquanto não acharmos a essência em si, viveremos na incerteza de que tudo é certo, porém relativo.
Como dizia Albert Einstein- “Estranho esse ser que é o Homem: não pede para nascer, não sabe viver e não quer morrer. ”
André Guazzelli é jornalista













