Por Assis Châteaubriant - Há anos assisto e acompanho a política nacional e regional. Nestas semanas, o impeachment tomou conta das páginas nacionais dos grandes e pequenos jornais, afinal, além de importante é um fato que só presenciei uma vez, quando Fernando Collor foi embora, por muito menos do que o PT fez.
Não sou mãe-Diná, todavia acredito que Dilma já é “carta-fora do baralho”. Nem Lula com sua perspicácia política salvou seu Frankenstein. Ou como disse Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT, " criei um monstro, agora tenho que destrui-lo".
Já por aqui me mostraram fotos novas do filho do ex-prefeito, que agora está preso. Pois é, o avareense poderá ter que engolir a candidatura de um tal de Jô, a não ser que o PTB de Campos Machado e Roberto Jefferson, tirem essa desdouro de nossa lista de prefeituráveis.
Os demais pré-candidatos são ainda uma incógnita. Por enquanto, certeza mesmo é Poio Novaes, o resto continua pré.
O que destrói uma cidade é a alienação politica. O povo vota por impulso e sofre 4 anos, e ainda fica reclamando depois das eleições. Infelizmente o eleitor, sua maioria ou trabalha demais e vai à estremeção votar
Excepcionalmente, grande parte da população é o que se chama alfabeto funcional, mas não lê, e em grande maioria não se interessa em saber o que acontece ao seu redor. São os “alfabetizados” que leem, mas não entendem o que leram. É triste ver isso. Enquanto argentinos leem pelo menos um livro por mês, o brasileiro sequer lê um livro, por ano.
Dias atrás, estava parado olhando alguns livros numa banca, quando uma pessoa se aproximou e me perguntou, o que ela poderia ler. Perguntei quantos livros essa tal pessoa lia, e ela me disse que em sua vida, havia lido três livros. Cabisbaixo, parei uns segundos, olhei para a pessoa e disse: leia A Revolução dos Bichos - de George Orwell, e lhe disse para ler duas vezes, pois, nesta leitura, ela iria entender o que vem ocorrendo ao seu redor. Bichos? – foi à resposta dela. A pessoa agradeceu e riu.
Antes que se virasse e partisse, disse a ela, isso, bichos. Já é um grande começo, pois neste livro, você entenderá a sociedade e tudo que a cerca.
A pessoa agradeceu, saiu, entretanto - acredito eu - este naufragado escriba, que a tal pessoa não me levou a sério. Deve ter pensado que estava falando com mais um louco que coabita sua cidade.
Sai da banca mais entristecido. Somos uma sociedade alienada culturalmente, e isso empobrece nosso País, que se vê às turras com políticos que não tem condições de sequer exercer seus mandatos, mas estão lá ou aqui, porque a massa de alienados não sabe votar. Pobre de nós. Estamos numa sociedade que não tem vírgulas, e, talvez, jamais teremos um ponto final.
Chatô – é escritor.













