Em 20 de janeiro, o II governo Donald Trump completou um ano. No campo da Geopolítica, a questão da Groenlândia já é dominante: a disputa territorial ressurge após a “questão venezuelana” e o fim do regime de Nicolás Maduro.
A Groenlândia é considerada um espaço geográfico estratégico no século XXI. Trata-se de uma nação autônoma, mas concomitantemente, é uma colônia europeia, da Dinamarca, mas com certo nível de soberania. Com o advento e maior intensificação das mudanças climáticas, o gelo predominante na região derrete, facilitando o acesso a riquezas minerais imensuráveis como: reservas de terras raras; urânio; ouro; níquel e cobalto. A tecnologia necessita de tais recursos, bem como a produção de energia limpa, dois aspectos primordiais na agenda mundial da atualidade.
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Adiciona-se o fato que a China é a maior fornecedora de terras raras atualmente, logo, o desejo norte-americano seria uma afronta ao poderio chinês, retornando a guerra comercial entre EUA X China pela consolidação de suas respectivas hegemonias no mundo. Ademais, o degelo abre novas rotas de comércio.
Sob argumento de proteção estadunidense, Trump ameaça a anexação territorial sob pena de sanções e tarifas aos países do Velho Continente que mostrarem-se contrários à invasão. Pelo estatuto de OTAN, (aliança militar que surgiu na Guerra Fria, contra a URSS) uma possível entrada dos EUA em território groenlandês, seria abarcada uma reação em cadeia, visto que o princípio unificador e de segurança europeia baseia-se na proteção mútua de um país membro via contribuição em totalidade do bloco contra o invasor.













