Por Assis Châteaubriant – Li um artigo do Zé Carlos deste final de semana, no jornal A Voz do Vale que me chamou a atenção.
O articulista cita que em Botucatu, não existe uma guerra entre políticos, o que vem alavancando a cidade em melhorias. Já aqui em Avaré, além de existir ‘guerras profanas’ entre políticos, também existe a má-articulação política do atual governo, que não dá mostras de querer ter, ao menos, uma relação Insitucional.
Pior para a cidade e seus cidadãos. Caminharemos a passos largos para trás sempre. Numa política que tem credibilidade e um olhar de alcance que mire a sociedade e sua cidade para um desenvolvimento social e estrutural, quem ganha é o povo e a cidade que se desenvolve.
Zé Carlos ainda cita que o atual prefeito, o senhor Joselyr B.C.Silvestre, não demonstrou na assinatura da obra da Rua Alagoas, ocorrida há alguns dias, seus antecessores, que também lutaram por tal infraestrutura.
É neste diapasão que nossa humilde Avaré dá voltas em círculos. Quando um prefeito inicia uma obra, o outro a para e resolve promover outra obra, deixando assim, o trabalho da administração anterior largado às traças, o que numa cidade com políticos competentes, jamais ocorreria, pois é o dinheiro público que está sendo manipulado de um lado a outro.
Quiçá a obra da Rua Alagoas que interligará inúmeros bairros e ajudará o fluxo de trânsito seja realizada, se não terminar neste governo, que termine em outro, isto é imprescindível.
Os ‘duelos’ entre políticos devem se dar apenas e tão-somente (com propostas) na época das eleições. Depois todos devem se unir por uma cidade melhor. Oposição deve haver - isto é lógico - pois quem governa tem que ter um freio e ser fiscalizada. Na democracia, ninguém é obrigado a pensar como o outro ou concordar com o governo, pois há outra visão. Críticas sábias são válidas até para quem as recebe.
O que a população quer, no momento atual, pelo que noto, é um sistema de saúde mais atuante e em condições de atender com qualidade quem a ele se socorre. Os planos de governo devem ser executados, pois através dele foi que o eleitor escolheu alguém para administrar sua cidade. Eleger-se não significa ter um ‘cheque em branco’ em mãos, pelo contrário, é ter a obrigação de administrar com competência e visão para que melhorias advenham para o bem-estar da população.
Entre mais, brigas e agressões são meros alpendres de políticos que não tem capacidade de articular-se junto aos poderes constituídos. Um prefeito tem a dura e difícil missão de governar e, ainda, obedecer às leis burocráticas que emperram, muitas vezes, a administração.
Temos 3 Poderes constituídos: o poder Executivo (para administrar e executar as leis), o Legislativo (elaborar e aprovar leis e fiscalizar o Executivo) e o Judiciário (fiscalizar o cumprimento das leis e julgar os casos de conflito).
O criador da divisão dos poderes Montesquieu dizia: “Num Estado, isto é, numa sociedade em que há leis, a liberdade não pode consistir senão em poder fazer o que se deve querer e em não ser constrangido a fazer o que não se deve desejar”.
“Só o poder freia o poder”.
Destarte, seria melhor para qualquer prefeito ter relações Institucionais com os poderes e a imprensa, do que se encastelar por 4 anos longe de tudo e de todos, a ponto de evitar qualquer relação institucional.
Duelos entre políticos só prejudicam a cidade de Avaré. Sem diálogo, não há entendimento.
A democracia pode não ser o melhor sistema governamental, mas ainda não inventaram outro modo de governar sem ser tirano.
Chatô é escritor.













