Por Assis Châteaubriant - Quando do último artigo que escrevi sobre a Semads (Secretaria de Bem-Estar-Social) elogiei a atitude da moça-secretária, a qual descobriu e entregou ao prefeito um caso de superfaturamento ocorrido na Gestão de Deira Villen.
Contudo, nos mais e menos, o senhor optou por continuar com a Secretária Villen. Certo, o senhor é o prefeito, e deve fazer àquilo que achar que é melhor para nossa cidade.
Entretanto, pela manhã ao apanhar o jornal do Natalino (Voz do Vale) me choquei com a matéria de que o tal superfaturamento virou caso de polícia, porque um empresário alega ao jornal que nunca participou de nenhuma licitação da Semads.
Para piorar a situação de Deira Villen, e claro, do prefeito que é o ordenador de despesas, o empresário diz que sua empresa está há 8 anos inativa.
Como isso prefeito?
Li também na Bigorna, meses atrás, em entrevista, que o senhor reforçou o setor de licitações. Mas, cá entre nós, depois que a vaca vai pro bejo, é difícil tirá-la de lá.
Para dificultar a vida do prefeito, agora, Paulo Dias Novaes terá que dar explicações ao delegado, em inquérito policial, que depois é enviado ao Ministério Público, o qual conhecerá o delito e pedirá a denúncia de improbidade administrativa contra o prefeito, ou poderá arquivar se achar que não houve crime.
Se o prefeito for indiciado terá pela frente um processo de fraude em licitação, assim como ocorreu com outros prefeitos.
É prefeito, não é fácil ser PREFEITO, e ainda acompanhado de uma bando de atabalhoados incompetentes que poderão levá-lo para sentar-se à frente de um juiz e, assim o senhor terá que justificar as “cacas” da licitação – que é de sua responsabilidade.
Acho que com essa, nem seus aliados terão como defendê-lo na Câmara. O bom mesmo é um adequado advogado, pois se tudo que o empresário diz for verídico, prova que além de bem mal assessorado, o senhor está acompanhado de pessoas, que, desculpe, estão lhe passando a perna.
E agora – prefeito – em fim de mandato, os ratos poderão começar a pular do navio naufragante, porque o único que não pode abandonar o barco - é o Capitão da embarcação.
Chatô – é escritor.













