Uma parceria realizada entre a entidade Nova Jornada e o governo do estado de São Paulo, vem prejudicando pacientes do CAPS (CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL) de Avaré.
A entidade (Nova Jornada) firmou convênio com o governo estadual, no qual recebe 18 homens e 10 mulheres com problemas psicóticos, e, na maioria dependentes químicos e, em geral, extremamente doentes.
No entanto, o governo de SP tentando repassar os problemas que seriam de sua alçada, usa entidades, com fins meramente ambíguos e protelatórios, se aproveita das debilidades de orçamento de muitas entidades, repassando 45 reais por dia para cada paciente acolhido.
O governo de SP, numa medida inumana, faz com isso que os pacientes das cidades interioranas, acabem sendo prejudicados, pois com mais pacientes na entidade, ela solicita remédios ao município, bem como superlota os atendimentos médicos psiquiátricos, o que deveria ser, e é obrigação do estado.
Hoje em Avaré a entidade tem remetido todos os dependentes, muitos com casos gravíssimos, a Saúde do Município avareense.
Além de terem que ser consultados pelos especialistas, a prefeitura ainda tem que custear as despesas de remédios, pois a entidade não tem condições para isso e o governo não manda remédios.
O resultado, é que o avareense que já luta por remédios, fica ainda mais vulnerável, pois o setor do CAPS que deveria ter que atender os pacientes da cidade e fornecer medicação, acaba custeando com a saúde que é obrigação do estado de São Paulo, o qual, de uma maneira sorrateira joga os problemas em cima das cidades, através das entidades que acabam assinando os termos e condições de receber pacientes da Capital.
Deste modo, quem é o verdadeiro prejudicado, é o paciente avareense, que acaba ficando sem a medicação.
Uma funcionária do CAPS se diz indignada. Para ela, todos têm direito à saúde e medicação, entretanto, a entidade acaba assinando projetos com o Estado, e, no entanto, quem paga e pagará pelos medicamentos é o povo de Avaré, já que o Estado não repassa dinheiro para a compra de medicamentos.
A verdade, relata um especialista, é que o governo não está preocupado com qualquer tipo de paciente. Chegam pessoas, aqui, descreve, que estão em fase aguda e complexos, e o CAPS não tem equipe para atendimento destas urgências. O que o governo de SP faz, é simplesmente mudar o problema de lugar, e, com isso quem sofre é a população.













