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Exclusivo: Crime ou queima de arquivo? Caseiro de chácara de Petista é morto em Manduri

Por Jornal A Bigorna 12/10/2017 22:26:00 16878
Exclusivo: Crime ou queima de arquivo? Caseiro de chácara de Petista é morto em Manduri

Assassinato em Manduri (SP)

Um crime que deixará a Polícia Civil de Avaré com sérias dúvidas e uma investigação profunda à frente ocorreu na manhã de hoje, por  de 10 horas da manhã, 12 de outubro de 2017,  em Manduri, onde o caseiro do petista Jacó Bittar foi assassinado.

O crime está sendo investigado pela Delegacia de Investigações Gerais de Avaré – (DIG).

Valmir Bartole, 56 anos foi assassinado na Fazenda que pertence ao petista Jacó Bitar (PT), sítio Bela Vista, Zona Rural de Manduri, próximo a Avaré. (Errata: Jacó Bittar deixou o PT em 1991 e ingressou no PSB)

Segundo análises preliminares, José Severino Neto, que arrenda uma parte do pasto do sítio, onde cria bovinos,  foi até o sítio por volta de 9 da manhã até a casa do caseiro (vítima), e encontrou  e viu a vítima caída na área externa da casa.

Ao ver o corpo caído, a testemunha procurou a Polícia. A Polícia Civil de Avaré foi até o local e constatou portas arrombadas em duas casas da fazenda, sendo que o interior estava totalmente  revirado.

A vítima, apresentava ferimentos nos joelhos, rosto e braços, bem como, estranhamente tinha óleo diesel sobre seu corpo, além de ferimentos profundos na cabeça.

O crime intrigante pode dar rumos a novas investigações, já que no local, o caseiro era ligado ao petista. Estranhamente o caseiro era ligado ao proprietário e amigo do ex-presidente Lula.

Ligação extremamente estranha com Jacó Bitar e Lula

Luiz Inácio Lula da Silva admitiu em ação apresentada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que foi seu amigo José Carlos Bumlai – preso pela Operação Lava Jato – que realizou as obras no Sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), investigado pelo Ministério Público por ser possível propriedade oculta do ex-presidente. Segundo ele, o imóvel foi comprado pelo amigo e ex-prefeito de Campinas Jacó Bittar (PT), em 2010, para que as duas famílias pudessem “conviver” e para que ele pudesse “acomodar objetos” recebidos do “povo brasileiro” durante seus dois mandatos.

 “O ‘Sítio Santa Bárbara’ foi prospectado pelo Sr. Jacó Bittar (amigo do Autor e de sua família mais de 40 anos) no ano de 2010, quando ele tinha o interesse de adquirir um local que pudesse servir para que sua família pudesse conviver com a família do Autor — após este deixar a Presidência dar República – além de outros amigos”, informa a ação cível ordinária, protocolada ontem, 26, no STF.

“Havia, ainda, a preocupação de Jacó Bittar de oferecer à família do Autor um local onde pudesse acomodar objetos que o Autor havia recebido o povo brasileiro durante os dois mandatos de Presidente da República.”

 “A compra das propriedades imobiliárias em questão envolve apenas particulares. Da mesma forma, eventuais reformas que tenham sido realizadas nessas propriedades também envolveram apenas particulares.”

A Lava Jato e o Ministério Público paulista investigam a compra do sítio em 2010, pelo valor declarado de R$ 1,5 milhão, e a reforma realizada no local, em 2011. Há a suspeita de que duas empreiteiras envolvidas no esquema de cartel e corrupção na Petrobrás – Odebrecht e OAS – tenham participado da obra, como compensação por contratos na estatal. O pecuarista e amigo de Lula, José Carlos Bumlai, também é investigado.

O imóvel está registrado em nome de Fernando Bittar, filho de Jacó, e Jonas Suassuna – ambos são sócios de um dos filhos de Lula.

No documento encaminhado ontem ao STF, a defesa de Lula admite que Bumlai realizou as obras, mas negou participação das empreiteiras e relação com a Petrobrás.

 “Jacó Bittar, em virtude de doença, transferiu ao filho Fernando Bittar os recursos de suas aplicações pessoais para adquirir a propriedade. Como o valor não era suficiente para a compra integral do sítio (duas matrículas), Fernando celebrou um contrato particular de compra e venda com o antigo proprietário e tentou, no interregno até a escritura definitiva, vender uma outra propriedade, no município de Manduri (SP).”

Segundo a defesa, como a venda não foi realizada, “Fernando convidou o seu sócio, Jonas Suassuna, a participar da compra, o que foi aceito por este último.”

Conhecimento

 “O Autor somente soube que Fernando Bittar e Suassuna haviam adquirido o (Manduri/SP) - em 13 de janeiro de 2011, após ter deixado o cargo de presidente da República”, informa a defesa de Lula.

O ex-presidente, que admitiu frequentar o local, disse que a primeira vez que esteve no local foi no dia 15 de janeiro de 2011.

“Todos os recursos utilizados na compra da propriedade são da titularidade da família Bittar e de Jonas Suassuna e foram pagos em cheques administrativos.

Reforma. Conta à defesa que quando foi adquirido por Fernando Bittar e Jonas Suassuna, o sítio tinha apenas dois quartos e instalações com alguma precariedade.

 “Foram realizadas reformas com o objetivo de permitir que os proprietários e a família do Autor pudessem conviver no local e, ainda, que fosse possível acomodar, como já dito, os objetos que o Autor ganhou do povo brasileiro durante a

Lula informou à Justiça que “tomou conhecimento de que a reforma foi oferecida pelo Sr. José Carlos Bumlai, amigo da família, enquanto Fernando Bittar comentava sobre a necessidade de algumas adaptações no local”. “Depois, diante de algumas dificuldades técnicas, a obra foi concluída por uma empresa cerca de 50 km do “Sítio Santa Bárbara”.”

Suspensão. Na ação cível originária, que será analisada pela ministra Rosa Weber, a defesa de Lula pela a suspensão dos dois procedimentos investigatórios, da força-tarefa do MPF em Curitiba e da Promotoria paulista, até que seja definida de quem é a competência para investigar as propriedades.

 “O Autor e sua família não são proprietários de fato ou de direito de qualquer dos bens imóveis acima referidos.”

Em nota, o Instituto Lula negou neste sábado, 27, que a defesa tenha pedido para que as investigações fossem suspensas. “Os advogados do ex-Presidente Luiz Inácio Lula da Silva ingressaram ontem (26/02), perante o Supremo Tribunal Federal, com ação originária que tem por objetivo que a Corte defina se as investigações a respeito do ‘Sítio Santa Bárbara’, em Atibaia, e do apartamento 164-A, no Edifício Solaris, no Guarujá, ambos no Estado de São Paulo (SP), devem ser conduzidas pelo Ministério Público do Estado de São Paulo ou pelo Ministério Público Federal, através da “Força Tarefa Lava Jato”, lotada em Curitiba (PR)”, informa a notícia publicada no site do Instituto Lula.

 

 

 

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