Por Assis Châteaubriant – Esperei pela resposta do prefeito a respeito da bombástica carta de Gilson Câmara, que detonou o próprio governo. Nunca tinha visto na história desta Terra de Maneco Dionísio, um Secretário praticamente ridicularizar seu próprio governo.
Queria pontuar várias coisas. Primeiro dirijo-me a Gilson Câmara. Se não está satisfeito, peça o boné e saia. É simples. Você não está obrigado a ser secretário. (Espere, não estou defendendo Poio).
Outro ponto, a carta é clara e fala por si só. Entende cada leitor de sua forma e maneira. Não há necessidade de o jornalista tentar interpretar o conteúdo da carta ao leitor.
Mais um ponto que levantei junto a uma fonte foi a de que, a CPFL descobriu que a Biblioteca estava pagando o mínimo de conta devido à uma irregularidade, a qual, não pretendo expor. Dentro disso, me revelou a fonte, um funcionário da CPFL foi até a secretária Deira, que empurrou o problema para Waldir da Fazenda, que empurro para outro, e, assim, no fim, ninguém resolveu nada e a CPFL cortou o fornecimento de energia da CAIC. Entenderam?
Pois é, cada prefeito tem o secretário que merece!
Já lhes comentei o que achei da atitude de Gilson, e, depois de refletir, li por umas cinco vezes a resposta do prefeito.
Paulo Novaes, pra mim, não leu Maquiavel. Se tivesse o mínimo domínio dos seus “súditos”- jamais alguém teria tal rompante. Depois fiquei analisando. De fato, tenho que admitir que Poio não é político nato. Não sabe ser político, e não tem a aptidão para ser político. É um bom médico na cadeira de prefeito.
Um prefeito deve ter assessores de ponta que estejam ao seu lado, e não ter secretários queridinhos pelos vereadores, que, em rompantes, tocam fogo num governo que ainda não anda com as próprias pernas. É uma pena, mas se fosse um prefeito-político, teria exonerado no mesmo dia Gilson Câmara, independente de qualquer virtude de Gilson, afinal, não existem pessoas insubstituíveis, bem como, toda a unanimidade é burra.
Não sou cientista político, mas acompanho o governo Novaes desde o começo, e confesso ao meu leitor, não consegui entender até hoje o político Paulo Novaes.
Poio é uma pessoa, que, até onde todos sabem, muito idônea, e este é um quesito de grande admiração num agente político, mas que sofre as agruras de não saber ser um político ao pé da letra, o que faz com que seu governo não consiga pôr em prática tudo aquilo que o prefeito prometeu em campanha.
Não foi uma nem duas vezes que escrevi que o senhor prefeito deveria mudar seu time, pois conjunto que está perdendo – se mexe sim – no entanto, Poio continuou inerte, e cercado de muitos incompetentes, e poucos competentes.
Assim, hoje, infelizmente, vejo que Paulo Novaes, o prefeito, não conseguirá alçar a cidade como todos que votaram nele esperavam. Quiçá Poio tivesse tido mais ouvidos para os competentes do que para os incompetentes. Aí sim, seu governo teria outra face, e não trilharia o caminho que se aproxima que nada mais é do que ser malavaliado pela população e criticado sistematicamente por erros de seus secretários.
Poio perdeu uma grande oportunidade depois de eleito. Às vezes, em nossas vidas públicas, as oportunidades aparecem apenas uma vez.
Chatô – é escritor.













