A nomeação do radialista Josená Araujo para a Secretaria de Comunicação, é um dos artifícios do atual governo, para tentar estancar a sangria da falta de comunicação entre o governo e a imprensa. Fato este predominante na atual gestão.
A contratação de Zena é ter na prefeitura, alguém da imprensa que possa tentar articular com os demais veículos de comunicação. Não é uma ‘bandeira branca’ do Silvestre Filho, mas, sim, uma atitude tomada para que o secretário consiga fazer o que ele não sabe: dialogar.
O secretário é arguto e bom dialogador frente a frente. Tem conhecimento de imprensa, e outras mais. No entanto, o que se estranha é a maneira como se comportou ao dizer que precisa conhecer melhor e a fundo o setor. Feroz crítico da comunicação na Rádio, cai em contradição de que, quem não conhece, não pode criticar.
Sua permanência ou não na Rádio, é um gesto igual ao de Rípoli, que era Secretário e mantinha um noticiário na hora do almoço. Não coaduna, pois, servir Herodes duas vezes, é pior do que ser um Brutus. Cada coisa no seu devido lugar. Toda a aceitação gera uma mudança.
Ele terá uma dura tarefa pela frente. Defender as trapalhadas de um prefeito sem condições de governar, explicar – muitas vezes – coisas inexplicáveis, e com isso sua tarefa será hercúlea e desgastante. Tanto no pessoal, como no profissional.
Zena tem suas capacidades, óbvio, só encontrará (muitas) resistências nas palavras que disse no passado, pois como a flecha, uma vez lançada, é como a palavra: ela não volta.
Agora, alegoricamente falando, ele será o “zagueiro” de um time sem meio de campo, sem atacante e com um goleiro que não sabe por que está no gol, e que, por isso, provavelmente seja o dono da bola – o eleito.
A vida é feita de obstáculos que nos levam a tombos e outros que nos levam à glória. Depende de como nos levantamos, ou de como percorremos nosso caminho.
Ele aceitou um desafio que achou estar em condições de vencer. A escolha é dele em aliar-se a quem quer que seja, é sua e pessoal. Só não deve servir a dois senhores, ou como diz o ditado popular, andar com uma perna em cada canoa – rádio e secretaria - pois, se uma delas sair do curso, o tombo é surreal.













