O jornalista Wilson de Oliveira (Ogunhê) protocolou, no início da tarde de ontem, dia 12, uma representação, na Câmara de Avaré, pedindo o afastamento imediato do vereador Júlio César Theodoro, o Tucão (DEM).
Esta semana, Tucão foi condenado pela Justiça Federal da 3ª Região do Estado de São Paulo por estelionato, falsificação ideológica, à perda de seu mandato, mais quatro anos de prisão e ao pagamento de uma multa de cerca de R$ 25 mil.
Em sua denúncia, direcionada ao presidente do Legislativo, Denílson Ziroldo (PSDB), Ogunhê lembra que a lei estabelece que a Câmara pode cassar o mandato de um vereador quando este se utilizar de seu mandato para praticar atos de corrupção ou de improbidade administrativa, ou ainda proceder de modo incompatível com a dignidade do Legislativo. “Tucão já foi condenado por corrupção, e a sentença determinou a perda de sua função pública, por causa de atos gravíssimos cometidos contra a União, ou seja, estelionato, falsificação de documentos e corrupção”, ressalta o jornalista em sua denúncia.
“O vereador vive envolvido em falcatruas, inclusive em outras ações penais e civis, que estão em andamento na justiça de Avaré e a Câmara não pode ficar inerte diante desta situação. Tudo isso ocorrido, desvio de imensa quantidade de alimentos provenientes da Conab, destinados à população pobre de nossa cidade, que foi desviada pelo parlamentar, macula a dignidade do poder Legislativo”, ressalta Ogunhê.
Tucão é o vereador mais antigo de Avaré. Ele cumpre atualmente seu sétimo mandato. Caso seja realmente afastado, conforme pede o jornalista Ogunhê, quem assume a cadeira é Luiz Otávio Clivatti, primeiro suplente da coligação PSD-PSL-PCdoB.
De acordo com o diretor da Câmara, Cristiano Augusto Porto Ferreira, a denúncia será lida e votada na sessão de segunda-feira, 15 de agosto, porém, não há possibilidade de se afastar Tucão imediatamente do cargo.
Segundo Cristiano Porto, se, ao menos, nove dos 13 vereadores votarem favoravelmente, a Câmara deverá abrir uma Comissão Processante contra Júlio César Theodoro. A CP terá 90 dias para investigar a denúncia e cassar ou não o mandato de Tucão. (Fonte: AVozdoVale/Matéria da jornalista Ana Sampaio)













