A Força Tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba faz os últimos arremates para denunciar o ex-presidente Lula por ter tido despesas de um depósito de móveis pagas pela construtora OAS e pela reforma do seu tríplex no Guarujá pela mesma construtora. Favores que teria recebido em troca de tráfico de influência.
A empreiteira OAS pagou durante cinco anos pelo aluguel de dez guarda-móveis usados para armazenar parte da mudança do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva quando ele deixou o Palácio do Planalto no segundo mandato. A empreiteira desembolsou entre janeiro de 2011 a janeiro de 2016, R$ 1,3 milhão pelos contêineres, ao custo mensal de R$ 22.536,84 cada.
Para investigadores da Operação Lava Jato, os fatos demonstram “fortes indícios de pagamentos dissimulados” pela OAS em favor do ex-presidente Lula. Isso porque o contrato se destinava a “armazenagem de materiais de escritório e mobiliário corporativo de propriedade da construtora OAS Ltda”, mas na verdade os guarda-móveis atendiam a Lula. O ex-presidente Lula nega ter recebido favores de empreiteiras. (Andreza Matais)(Do Estadão)













