Você já parou para pensar nessa frase? Ela reflete uma realidade muitas vezes esquecida: o governo não produz riqueza por si só. Todo o dinheiro que ele arrecada e redistribui vem, em última instância, do bolso de cada cidadão e consumidor. Mas você sabe exatamente quanto paga de impostos? E sabe que quase tudo o que você consome — desde um alimento básico até um remédio essencial — tem uma carga tributária embutida?
Aqui vai um dado importante: o Brasil é um dos países com maior carga tributária sobre o consumo no mundo. Isso significa que pagamos impostos altos sem nem sempre perceber, já que eles estão "escondidos" nos preços dos produtos e serviços.
Vamos a alguns exemplos do que você paga de impostos ao consumir:
1. Remédios
Mesmo sendo itens essenciais para a saúde, os medicamentos no Brasil têm uma carga tributária que pode chegar a até 34% do preço final, considerando impostos federais, estaduais e contribuições. Em um país onde milhões dependem de tratamentos contínuos, esse valor representa um peso significativo no orçamento familiar.
2. Gasolina
Um dos casos mais visíveis e doloridos para o consumidor. Cerca de 30% a 35% do preço da gasolina são tributos, que incluem PIS/Cofins, Cide e ICMS. Em alguns estados, esse percentual pode ser ainda maior. Quem dirige sabe: cada vez que abastece, está pagando muito mais ao governo do que pelo combustível em si.
3. Alimentos
Aqui a situação é complexa. Itens básicos como arroz, feijão, frutas e verduras têm isenção ou tributação reduzida, mas ainda assim podem sofrer com impostos em etapas anteriores da cadeia. Já os alimentos industrializados, como biscoitos, massas e enlatados, podem ter uma carga tributária de até 25% — e o consumidor final é quem paga.
Outros exemplos do dia a dia:
Luz e água: até 30% de impostos
Telefonia e internet: cerca de 25% a 40%
Produtos de higiene e limpeza: em média 25% a 35%
Roupas e calçados: até 40% em alguns casos
Quando você escuta que "o governo não tem dinheiro, quem tem é você", lembre-se de que cada compra, cada serviço utilizado, é também uma transferência de recursos de seu bolso para os cofres públicos. A pergunta que fica é: você sabe para onde esse dinheiro vai? E mais: acredita que está sendo bem aplicado em educação, saúde, segurança e infraestrutura?
Consumir é também votar com a carteira — e pagar impostos é participar, muitas vezes sem perceber, do financiamento do Estado. Estar atento a isso é o primeiro passo para exigir transparência e eficiência na aplicação dos recursos que, no fim das contas, são seus.













