A mãe do motorista Sérgio José da Silva, que morreu após se envolver em uma briga de trânsito e ser espancado por quatro homens, neste domingo (8), em Avaré (SP), afirmou, que a morte do filho foi o pior presente de Dia das Mães, em entrevista a TVTem.
“Fiquei esperando meu abraço no Dia das Mães, no domingo, mas ele não veio. Olha que “presentão” eu ganhei. Tive meu filho assassinado. Nunca vou perdoá-los. Quero que a Justiça seja justa e que esses covardes fiquem presos por muito tempo. Meu filho já não está mais aqui”, afirma Olga de Souza Silva.
Olga conta que preparava um churrasco em casa para comemorar o Dia das Mães, quando soube do homicídio. “Ele passou na noite de sábado aqui e disse que no domingo voltaria para me dar um abraço junto com as crianças e a esposa dele. Só que o tempo foi passando e, por volta das 10h, fiquei preocupada. O telefone dele só dava caixa postal. Foi então que um amigo dele veio em casa e contou que ele tinha se envolvido em uma briga. Primeiro pensei que ele tinha sido preso, mas ai eu descobri que ele tinha sido morto. Depois avisamos a mulher dele que imediatamente já teve uma crise de choro”, conta.
De acordo com a mãe, Sérgio era casado e tinha dois filhos - uma menina de 10 anos e um garoto de cinco anos.
Investigação
A Polícia já obteve os exames da perícia feitos com o carro da vítima e aguarda o laudo de outro exame que pode comprovar se a vítima também estava embriagada. De acordo com o delegado, as esposas de três suspeitos já foram ouvidas e outros dois envolvidos só falarão em juízo.
Segundo o delegado, os quatro homens foram encaminhados ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Cerqueira César (SP). O mototaxista de 34 anos, o frentista de 28, o pintor de 22 anos e o pedreiro de 19, responderão pelos crimes de danos ao carro e homicídio qualificado, com agravante por ser motivo fútil, com crueldade e sem chances de defesa à vítima.
Ainda segundo o delegado, alguns agressores tinham passagens pela polícia por lesão corporal e falta de habilitação. A vítima também tinha passagem na polícia, mas por homicídio no trânsito culposo, quando não há intenção. Silva foi condenado pelo caso em 1999, segundo o delegado.(Fonte:G-1-Avaré)













