Por Assis Chateaubriand: Diz o ditado que é impossível mentir a todos o tempo todo. Assim, pouco a pouco, Poio, o outro Novaes que governa Avaré, perdeu um dos grandes aliados na sua campanha.
Numa roda de jornalistas, em que estava presente um dos mais egrégios cardeais que já administraram Avaré, diga-se Miguel Paulucci, ele foi enfático: “quem vai subir no palanque do Poio na próxima eleição? Eu não vou.”
As palavras de Miguel saíram como ele sempre foi. Calmo e pacífico, contudo mostra que até mesmo o mais fiel aliado de campanha de Paulo Novaes, não aprova sua gestão como homem público.
Poio, agora, mais do que nunca precisava de apoios de homens públicos de respeito, caráter e inteligência. Entretanto é arribado, hoje em dia, de um grupelho, dos quais, alguns poucos escapam com capacidade, como Zezé Cruz, dentre um ou outro mais, o resto não serve nem para ficar abrindo lata de salsicha na prefeitura.
Confesso aos que me leem que acreditava mais em Poio. Esperava ações mais fortes e uma administração mais aguerrida, contudo, (podem me xingar), o atual prefeito mostra-se à sociedade um líder fraco.
Por exemplo, na semana passada, ele mesmo teve de ir ao Cemitério para responder às críticas que vem recebendo de sua péssima administração, pois seu Comunicador (Lucas Mota) não conseguiu explicar o quase inexplicável; fato este que mostra, que, Paulo Novaes, está cercado de gente incapaz.
O chamamento cívico e as cobranças dos avareenses, os quais exigem um governo competente, caem cada vez mais forte sobre o Paço Municipal. Poio como médico, deveria saber que isto é um processo inextrincável dentro de qualquer político que deseje pôr seu nome e vida à margem da visão social.
Poio começa a dar clara margem à sociedade avareense que não tem dimensão do que é ser prefeito.
John Maynard Keynes, um dos maiores economistas do mundo dizia que: “políticos (em maioria) são entediantes e intelectualmente desqualificados para o cargo que ocupam, acima de tudo, achava a maior parte deles hipócritas e sem convicções reais.”
Já, o prefeito Poio, precisaria guardar em mente apenas uma frase de Winston Churchill: “A vida dá lições que só se dão uma vez”.
Chatô é escritor.













