MP pede que polícia investigue outros advogados que podem estar atuando pelo PCC (Avaré tem 1 profissional suspeito)
O Ministério Público, através da Promotoria de Justiça de Presidente Prudente, enviou ao Juiz responsável pelo processo da chamada Operação Ethos, a qual investiga o elo de ligação de centenas de advogados no estado de São Paulo, com ligações com o crime organizado, no caso a facção denominada PCC (Primeiro Comando da Capital), cujo líder Marcos Camacho, o Marcola encontra-se no RDD (Regime Disciplinar Diferenciado), medida tomada pelo governo de SP, através da SAP (Secretaria de Administração Penitenciária) que tem à frente o Secretário Lourival Gomes, que uma nova investigação seja realizada.
De acordo com o pedido do MP, foi detectado pela GAECO, nomes de advogados que não estavam sob suspeita, e, que, possivelmente, também estariam atuando com o PCC, no crime organizado.
O Promotor da GAECO Lincon Gakiya, enviou um ofício onde constam cerca de 82 e-mail foram investigados e, possivelmente possuem elo com o PCC e os profissionais de Direito.
A Polícia Civil de Presidente Prudente iniciará um Inquérito Policial, a fim de investigar a veracidade, bem como apontar o que venha a ser mais advogados ligados à Facção Criminosa.
No pedido, o Promotor da GAECO informa que há indícios de conexão intrínseca entre advogados suspeitos e o PCC, e pede ainda a investigação para apurar possível crime de lavagem de dinheiro, alegando que não houve quebra de sigilo bancário e fiscal dos advogados suspeitos.
No Ofício enviado, consta um e-mail que, supostamente pode pertencer a um outro advogado de Avaré, e que não estava na investigação anterior. Deste modo, o advogado avareense (não teve nome divulgado/investigação sob sigilo) pode ser mais um integrante que agia na cidade de Avaré e região em nome do PCC.
Relembre o caso
A Polícia Civil e o Ministério Público de São Paulo realizam nesta terça-feira (22) uma operação para prender 41 pessoas que seriam ligadas a uma facção criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas. A operação, batizada de Ethos, acontece simultaneamente em cerca de 20 municípios. Até as 8h, pelo menos nove suspeitos tinham sido presos – oito deles são advogados.
Entre os detidos está o vice-presidente do Conselho Estadual de Direitos Humanos (Condepe), Luiz Carlos dos Santos, que foi detido em sua casa em Cotia, na Grande São Paulo. Ele é suspeito de receber R$ 4,5 mil por mês da organização criminosa.
Ele e os outros advogados são suspeitos de movimentar dinheiro do crime organizado em suas contas bancárias e ainda de ajudar a criar uma espécie de banco de dados com os nomes e endereços de agentes penitenciários e de seus parentes. Essas pessoas poderiam ser mortas quando a facção julgasse necessário.
Os policiais foram também no início da manhã à sede do Condepe, no Centro de São Paulo, para apreender objetos e o computador usado por Luiz Carlos dos Santos.
A investigação começou em Presidente Prudente, onde estão dois presídios de segurança máxima. Em maio de 2015, uma carta foi interceptada por um agente penitenciário, durante procedimento de varredura de rotina. A partir dela, a Polícia Civil descobriu uma célula denominada “sintonia dos gravatas” – modo como é tratado o departamento jurídico da facção criminosa. Ela foi criada inicialmente para prestação de serviços exclusivamente jurídicos aos líderes da facção, mas acabou evoluindo e seus integrantes passaram a ter outras funções na organização.
Atualmente essa célula simulava visitas jurídicas aos líderes presos, fazendo elo de comunicação de atividades criminosas entre os presos e aqueles que estão em liberdade, em “verdadeiras relações de promiscuidade”, segundo a Polícia Civil.
Ainda de acordo com a polícia, dois advogados, integrantes da célula, prometeram à liderança da organização que conseguiriam se tornar conselheiros do Condepe. Como não conseguiram, realizaram a aproximação a Luiz Carlos dos Santos e ofereceram dinheiro em troca de “serviços escusos” do Condepe.
Em Avaré foram presos 4 advogados supostamente ligados à facção criminosa PCC.













