Eurídice Augusta de Souza Michelin, de 57 anos, morta a tiros em Avaré (SP) na noite de terça-feira (5), era uma mulher conhecida na cidade por ser engajada na causa animal, segundo a família. O policial militar José Augusto de Andrade Paifer confessou o crime e foi preso.
Ao g1, uma parente da vítima, que preferiu não se identificar, conta que ela vivia próximo à represa de Jurumirim, com 18 cachorros. Após a morte de Eurídice, todos eles foram recolhidos com a ajuda de uma Organização Não-Governamental (ONG).
"Por morar longe da represa, ela era uma pessoa um tanto isolada da família. Ela tinha muito cuidado com os bichos, que, entre eles, estavam cachorros de grande porte. Era tão cuidadosa que tinha colocado um alambrado na casa para os bichos não incomodarem os vizinhos", comenta.
A notícia da morte foi um choque ainda maior para todos os parentes, que estavam se recuperando da morte de outro familiar no mês de abril.
"A causa animal era a vida dela. O foco dela era totalmente esse. A morte dela tem sido revoltante para todos os familiares, ainda mais para a mãe dela, que também perdeu um neto há cerca de um mês", detalha.
Segundo a mulher, nenhuma pessoa do círculo familiar de Eurídice sabia sobre o relacionamento dela com José Augusto, e que, na verdade, desconheciam o policial militar. Ambos viviam uma vida a dois bastante reservada.
"Ninguém tinha ideia deste suposto caso. Nem eu, nem os filhos, nem os primos, ninguém. O depoimento dele, que alega um relacionamento extraconjugal há dez meses com a Eurídice, é a versão dele contra a versão de ninguém. Nós, sinceramente, não sabemos", pontua.
Conforme a família, Eurídice foi morta com quatro tiros em diferentes regiões do corpo, sendo um deles no rosto. Mesmo com o rosto desfigurado, o velório da vítima permaneceu com o caixão aberto.
"Uma prima dela fez um desabafo no velório dizendo que esse tiro no rosto representava a misoginia. Não sou perita criminal, mas é um tiro muito significativo em todo o contexto do crime. Foi tudo muito pesado", reforça.
"Era uma mulher que estava sempre muito arrumada e chamava a atenção por onde passava. É até estranho ouvir a versão de que ela estava ameaçando alguém, já que ela era uma pessoa muito bem resolvida, cheia de posses. O que queremos é uma investigação completa", finaliza.(Do G-1)













