Um policial militar foi preso em flagrante na noite desta terça-feira, dia 5, após matar uma mulher a tiros no bairro Costa Azul, em Avaré. O crime, cometido com a arma funcional da corporação, teria sido motivado por desavenças em um relacionamento extraconjugal que durava cerca de dez meses.
O Crime e a motivação
De acordo com o relato do próprio policial (Jose Augusto de Andrade Paifer 41anos), ele e a esposa estavam em um supermercado por volta das 20h quando avistaram a vítima. Acreditando estar sendo seguido, o PM seguiu para sua residência, mas foi interceptado pela mulher (Euridice Augusta de Souza, 57 anos), que parou o carro abruptamente ao lado do seu veículo e passou a proferir ofensas.
Nesse momento, o policial desembarcou e efetuou aproximadamente quatro disparos contra a vítima, que estava dentro de seu automóvel. Como o veículo da mulher estava engatado, ele seguiu desgovernado até colidir na via pública. Equipes de emergência e o Corpo de Bombeiros foram acionados, mas a vítima morreu no local.
O autor alegou às autoridades que tentava encerrar o relacionamento e que passara a sofrer ameaças de falsas acusações de estupro e de divulgação de imagens íntimas por parte da vítima.
Apreensão de armas e prisão
No local dos fatos, a polícia apreendeu a pistola Glock .40 utilizada no homicídio. Em diligências posteriores na residência do investigado, foram encontradas outras armas:
- Um revólver calibre .357 (regularizado);
- Uma arma calibre .32 com numeração suprimida e sem registro;
- Um simulacro de pistola.
Questionado sobre a posse da arma irregular, o policial optou por permanecer em silêncio.
Procedimentos Judiciais
José Augusto recebeu voz de prisão em flagrante e, sob orientação de seu advogado, decidiu não prestar depoimento formal na delegacia. Após os trâmites da polícia judiciária, o militar será encaminhado ao presídio da corporação (Presídio Militar Romão Gomes), onde permanecerá à disposição da Justiça e aguardará a audiência de custódia.
A perícia técnica foi realizada no local e o caso segue sob investigação da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Militar.
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