Por André Luís - Estava andando pelo Vale dos Espíritos, local, onde, em geral, espíritos estão perdidos à espera de uma Luz que os reconduza. Muitos não fizeram maldades, mas sem entender a morte, a transposição do plano físico para o espiritual, vagam por ali, sem entender que morreram.
Logo à frente avistei um menino, que devia ter passado uns 10 anos no plano carnal. Ele estava agachado e assustado. Nem percebeu quando cheguei ao seu lado e, quando viu pediu que não lhe fizesse mal algum, pois estava sofrendo muito e queria sua mãe.
Sentei-me ao seu lado e disse que meu nome era André Luís, que ele, agora, estava num outro local, onde não existe matéria. Por tempos conversei e expliquei a ele o que era ali, porque ele estava ali.
Ele chorou e exclamou:
“Mas quando morremos não vemos Deus? Por que estou aqui com frio e fome, se já morri? ”
Expliquei a ele que ali, estão os espíritos que não se encontram. Muitos nem sabem que morreram, e por isso ficam perdidos, procurando os que com viviam. Muitos sequer permitem que grupos de apoio espiritual cheguem perto deles. Mas não foi seu caso. Você aceitou saber e se espiritualizar.
“Mas queria ver minha mãe. Ela pensa que me matou e chora dia e noite. Ouço daqui. Sofremos um acidente, e apenas ela sobreviveu. O que faço? ”
Aquilo me sensibilizou de tal modo, que instantaneamente fiz contato com outros espíritos mais evoluídos, pedindo autorização para levar o menino até a mãe e depois resgatá-lo do vale.
Meu pedido foi consentido disse a ele:
“Segure minha mão. Não tenhais medo”.
Tremendo ele me deu sua gélida mão e me olhou com felicidade.
Em poucos instantes estávamos na casa que um dia ele viveu.
“É mamãe! Porque ela chora tanto assim? ”
Disse ao menino que não poderíamos ficar muito tempo ali, e lhe disse:
“Venha junto comigo. Reze ao lado de sua mãe e depois toque nela. Ela não vai sentir sua mão, mas sim sua energia, e transmita a ela que você está bem, e que ela deve continuar sua vida, pois ela não teve culpa de seu falecimento. Agora venha e toque. Ela sentirá sua energia. ”
Quando o menino tocou sua mãe, ela imediatamente sentiu um cheiro de rosas, e pensou em Henrique.
E exclamou: "Rosas, as flores que o meu amado filho me dava no Dia das Mães".
“Deus ajude-o, ele é apenas uma criança. Mamãe sempre te amará, filho”- murmurou.
Voltamos e deixei Henrique com a irmã Tereza, onde, ficam as crianças desencarnadas subitamente. Ele logo se enturmou e foi acolhido pelos demais. Depois, olhou para trás, sorriu, e acenou para mim.













