Por Assis Châteaubriant – Li nos jornais eletrônicos a inauguração da duplicação da SP-255, que muitos a chamam de “Rodovia da Morte” – tamanho o número de mortes perpetradas por uma estrada sem condições mínimas de se circular.
Rostos de políticos abertos para as câmeras. Todos sorrindo, prometendo, enfim, um governador hipócrita, demagogo que sabe fazer “jogo de cena” – sair bonitinho nas fotos, como se ele fosse o salvador da pátria.
Acredito que muitos se lembram da figura de Odorico Paraguaçu e o Nezinho do Jegue, personagens imortais de Dias Gomes, que quando o prefeito passava dizia uma coisa, depois destilava o veneno contra o político sorrateiro.
“Ave Odorico....oh melhor político do Brasil”- dizia Nezinho do Jegue (quando estava sóbrio)
Já na volta do prefeito, ébrio Nezinho do Jegue desfilava impropérios:
“Odorico, ladrão corrupto, rouba o dinheiro do povo. ”
O povo brasileiro, ainda é um ogro medieval. Não sabe que o dinheiro que será investido nas obras, é dele próprio, que paga impostos altíssimos, mas está lá, com cara de borracha aplaudindo.
Eventos como tais, ou seja, como melhorias em países desenvolvidos são coisas tão naturais, que o povo nem quer saber, porque ele tem consciência de que o governante tem a obrigação de fazer o melhor, e não usar o dinheiro do próprio povo para se autobeneficiar.
Cenas como estas mostram como são patéticas as figuras de nossa ignorância secular.
Como vaticina Arnaldo Jabor: “nosso futuro é mesmo o brejo”.
E viva Odorico Paraguaçu!
Chatô – é escritor.













